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A Doutrina da Eleição

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Descrição

A doutrina da eleição é fundamental. No passado, muitos dos mestres mais hábeis estavam acostumados a começar sua teologia sistemática com uma apresentação dos atributos de Deus seguida por uma contemplação de seus decretos eternos; e é nossa firme convicção, após ler os escritos de muitos de nossos contemporâneos, que o método seguido por seus antecessores não pode ser melhorado.

Quando um edifício está em construção, frequentemente os espectadores não conseguem perceber a razão de ser de muitos dos detalhes. Enquanto isso, eles não discernem nenhuma ordem ou propósito; tudo parece estar em confusão. Mas, se pudessem examinar cuidadosamente o “plano” do construtor e visualizar a construção acabada, então muito do que era confuso se tornaria claro para eles. O mesmo acontece com a realização do propósito eterno de Deus. A menos que estejamos familiarizados com os seus decretos eternos, a história permanece como um enigma indecifrável.

Então, a grande verdade da eleição nos leva de volta ao início de todas as coisas. A eleição precedeu a entrada do pecado no universo, a queda do homem, o advento de Cristo e a proclamação do evangelho. A correta compreensão dela, especialmente em sua relação com o Pacto Eterno é absolutamente essencial, se quisermos ser preservados de erros quanto aos fundamentos.

Os lidares de Deus para com os judeus e os gentios, seu objetivo em enviar seu Filho ao mundo, seu propósito por meio do evangelho e todos os seus lidares providenciais não podem ser vistos em sua devida perspectiva até que eles sejam vistos à luz da eterna eleição divina. Isso se tornará mais evidente à medida que prosseguirmos.

A doutrina da eleição é importante, como fica evidente a partir de várias considerações. Talvez possamos expressar de maneira mais impressionante a importância dessa verdade ao apontar que, à parte da eleição eterna nunca teria havido qualquer Jesus Cristo e, portanto, não teria havido nenhum evangelho divino; pois, se Deus não tivesse escolhido um povo para a salvação, ele jamais teria enviado o seu Filho; e se ele não tivesse enviado nenhum Salvador, ninguém seria salvo.

Assim, o próprio evangelho se originou nessa questão vital da eleição: “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação” (2 Tessalonicenses 2:13). E por que devemos “dar graças”? Porque a eleição é a raiz de todas as bênçãos e a fonte de cada misericórdia que a alma recebe. Se a eleição for tirada, tudo é levado embora, pois aqueles que têm qualquer bênção espiritual são os que têm todas as bênçãos espirituais à medida que foram eleitos “nele antes da fundação do mundo” (Efésios 1:3-4).

Foi bem dito por Calvino: Nós nunca seremos tão claramente convencidos como deveríamos ser a respeito de que a nossa salvação flui da fonte da livre misericórdia de Deus até que estejamos familiarizados com a sua eleição eterna, a qual demonstra a graça de Deus por meio desta comparação: que ele não adota a todos indiscriminadamente para a esperança da salvação, mas concede isso a alguns enquanto a recusa a outros… Ser ignorante quanto a esse princípio evidentemente deprecia a glória de Deus e diminui a verdadeira humildade. Se, então, precisamos lembrar que a origem da eleição prova que não obtemos a salvação de nenhuma outra fonte senão da mera boa vontade de Deus, então aqueles que desejam extinguir esse princípio fazem todo o possível para obscurecer o que deveria ser celebrado magnificamente e em voz alta.

Esse não é um assunto a ser discutido ou especulado, mas tratado em um espírito de reverência e de devoção, independentemente do temor ou favor do homem, e todos os “resultados” devem confiantemente ser deixados na mão de Deus. Que Deus, por sua graça, nos conceda escrevermos de uma maneira que o agrade, e que você receba tudo que vem da parte dele.

Informação adicional

Peso 0.350 kg
Dimensões 21 × 14 × 1 cm
Autor

Páginas

320

Acabamento

Brochura

Ano

2022

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