Textos

 

Como Observar o Dia do Senhor, por John Owen

 

Um Estudo Resumido e Parafraseado por D. Scott Meadows


John Owen (1616-1683) foi um dos maiores teólogos da era Puritana, e talvez, mesmo desde os apóstolos. Ele defendia a doutrina e prática do Dia do Senhor encontradas na Declaração de Fé e Ordem de Savoy, 1658 (Congregacionalista), a qual ele ajudou a escrever:
 

Pelo desígnio de Deus, há uma lei da natureza que, em geral, uma proporção do tempo seja destinada ao culto a Deus; desta forma, em Sua Palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, válido a todos os homens em todas as eras, Deus particularmente nomeou um dia em sete para um descanso, para ser-Lhe santificado. Desde o início do mundo até a ressurreição de Cristo, foi o último dia da semana; e, a partir da ressurreição de Cristo, foi mudado para o primeiro dia da semana, o que na Escritura é chamado de Dia do Senhor, e deve continuar até o fim do mundo como o Sabath Cristão; sendo abolida a observação do último dia da semana.

Este Sabath é assim santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações, e ordenação os seus assuntos comuns de antemão, não apenas observam um santo descanso todo o dia a partir de suas próprias obras, palavras e pensamentos sobre suas ocupações e recreações mundanas; mas também dedicam todo o tempo em exercícios públicos e privados de Seu culto e nos deveres de necessidade e misericórdia (SavoyCap. 22, parágrafos 7 e 8).


Esta linguagem é familiar aos Batistas Reformados porque a Confissão de Fé de Batista de Londres de 1689 diz exatamente a mesma coisa. A Confissão de Fé de Westminster (1646, Presbiteriana) também concorda com isso.

Muitas objeções a esse consenso dos Cristãos Reformados sobre o Dia do Senhor têm incomodado as igrejas, e ainda incomodam. Owen e outros responderam com sólidos, acadêmicos e exegéticos tratados que têm resistido ao teste do tempo.

Uma das calúnias mais populares contra a observância do Dia do Senhor é que ela é necessariamente legalista e opressora. O conselho de Owen sobre este assunto expõe essa disputa. Muitos que estão menos familiarizadas com os escritos de Owen e outros puritanos podem se surpreender com a cautela com que advertem contra o legalismo e suplicam pela profunda espiritualidade em toda a vida Cristã, incluindo o Dia do Senhor.

Se meu estudo abreviado e paráfrase do conselho de Owen trouxer diante dos Cristãos atuais uma nova consideração e apreciação que conduza a uma recuperação da sã doutrina e prática, serei grato. De coração, encorajo todos a lerem Owen por si mesmos, nas próprias palavras dele. Seu estilo de escrita pode ser desafiador, mas com a bênção do Senhor e esforço constante para entender o significado de Owen, a maioria poderá ser imensamente beneficiada.


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“Como observar o dia do Senhor” por John Owen


Desde que muitos têm escrito sobre as muitas especificidades desses deveres, apenas os citarei brevemente.[1]


Preparação na Noite de Sábado


Necessidade. Estritamente falando, sábado à noite não é parte do Dia do Senhor, mas há boas razões para usá-lo como preparação.

Porque Deus é grande e santo. Nós estamos prestes a ter comunhões especiais com Deus no Domingo. A reverência requer preparação especial para isso (Eclesiastes 5:1; Levítico 10:3). Deus não ama a nossa pressa em Sua presença sem a atitude correta (Hebreus 12:28-29). Não é suficiente mostrar reverência com os nossos corpos; devemos ter um espírito reverente.

Porque somos distraídos e embaraçados por outras coisas. Mesmo aqueles que vivem para o Senhor durante toda a semana normalmente estão trabalhando em alguma vocação não-religiosa que ocupam grande parte de seus pensamentos. Os dias de trabalho podem nos dessensibilizar para as coisas de Deus. Ainda que devemos consagrar cada momento e atividade a Deus, contudo muitos deles não são muito propícios à uma mentalidade celestial. Devemos orar sempre, mas há um benefício em uma oração especial e preparatória para o Dia do Senhor. Devemos livrar nossas mentes dos negócios seculares, terrenos, tanto quanto conseguirmos a cada sábado à noite. Se não tivermos muito cuidado com isso, estaremos despreparados para adorar como deveríamos no Domingo. A fidelidade no sábado promove bênção no domingo.

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Sobre a Nossa Conversão a Deus e Como Esta Doutrina é Totalmente Corrompida Pelos Arminianos, por John Owen

 

[Capítulo 14 do Livro A Display Of Arminianism • Editado]


Quão pouco ou absolutamente nada os Arminianos atribuem à graça de Deus a realização da grande obra da nossa conversão, isso pode claramente ser evidenciado a partir do que eu já mostrei que eles a atribuem ao nosso próprio livre-arbítrio, de forma que eu devo passar por isso brevemente, o que, de outra forma, é tão copiosamente anunciado nas Sagradas Escrituras, que isso exigiria uma discussão muito maior. A confirmação prolixa da verdade que professamos não atenderá tão bem a minha intenção; que é apenas desvelar os erros deles, por não conhecerem as profundezas em que muitos são enganados e persuadidos...

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Reflexões Sobre a Vida e Pensamento de John Owen, por John Piper

 

[Conferência de Bethlehem para Pastores • 25 de janeiro de 1994]

Introdução


Houve seis palestrantes na Conferência de Bethlehem para Pastores antes deste ano. Metade deles disseram que John Owen é o escritor Cristão mais influente em suas vidas. Isso é surpreendente para um homem que morreu há 311 anos, e que escreveu de uma forma tão difícil de ler que ele mesmo concebeu o seu trabalho como extremamente difícil em sua própria geração.

Por exemplo, seu livro A Morte da Morte na Morte de Cristo, é, provavelmente, o seu livro mais famoso e mais influente. Foi publicado em 1647, quando Owen tinha 31 anos. É o livro mais completo e provavelmente o mais persuasivo já escrito sobre o “L” em TULIP: expiação limitada.

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Somente As Igrejas Congregacionais Se Adequam Aos Propósitos De Cristo Na Instituição De Sua Igreja, por John Owen

 

Tendo feito um relato sobre a instituição e a ordem das igrejas evangélicas, que são de Instituição Divina, é necessário que nós também declaremos a sua adequação e suficiência a todos os propósitos para os quais o Senhor Jesus Cristo designou tais igrejas; porque, se há qualquer verdadeiro fim próprio dessa natureza que não pode ser alcançado em ou por qualquer instituição de igreja nesta ou naquela forma, deve-se admitir, então, que nenhuma tal forma é designada por Deus. Sim, é necessário não apenas que tal instituição como pretendida àquela origem Divina seja não apenas não contraditória ou inconsistente com tal finalidade, mas que efetivamente conduza a ela, e em sua posição necessária a este propósito. Isso, portanto, é o que buscaremos agora investigar, ou seja, se esta instituição e forma de igrejas evangélicas em congregações individuais são adequadas a todos esses fins para os quais tais igrejas foram designadas; o que elas devem ser em consideração à sabedoria de Jesus Cristo, o seu autor e fundador, ou devem ser completamente descartadas de sua pretensão. Nem há qualquer argumento mais convincente contra qualquer pretensa instituição, regra, ou ordem de igreja do que esta ser obstrutiva às almas dos homens em alcançar os fins apropriados de sua instituição como um todo. Posto que, de forma geral, o que estes propósitos são já foi anteriormente declarado; eu aqui não os repetirei, ou voltarei a abordá-los, mas apenas destacarei a consideração daqueles que são geralmente pleiteados como não possíveis nesta forma de igrejas em congregações locais, apenas, ou daqueles que pelo menos não são apropriadas à sua finalidade.
 

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