Textos

 

O Que é Calvismo?, por B. B. Warfield, John A. Broadus e Patrick Hues Mell

 

O grande teólogo de Princeton, B. B. Warfield, descreve o Calvinismo da seguinte maneira:

 

“Calvinismo é o evangelismo em sua pura e única expressão estável, e quando dizemos evangelismo, nós falamos sobre pecado e salvação. Isso significa total dependência de Deus para a salvação. Implica, portanto, na necessidade de salvação e um profundo senso de essa necessidade, juntamente com uma igualmente profunda percepção de impotência na presença dessa necessidade, e total dependência de Deus para a sua satisfação. Seu tipo é encontrado no publicano que bateu no peito e clamou: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” [Lucas 18:13]. Nenhuma contestação sobre salvar a si mesmo, ou cooperação.

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A Vida e Labores de Patrick Hues Mell, por C. Ben Mitchell

 

[Jornal Founders 76 • Primavera de 2009 • pp. 17-32]
 

Como os homens e mulheres de Hebreus onze, existiram Batistas do Sul pouco conhecidos de nossa geração “dos quais o mundo não era digno” (Hebreus 11:38). Um destes homens era Patrick Hues Mell.
 

Nascimento e Primeiros Anos
 

Nascido em 19 de julho de 1814, Patrick era filho do Major Benjamin Mell de Laurel Hill, Georgia, e Cynthia Sumner Mell, da Carolina do Sul. Sabemos pouco sobre os primeiros anos de Patrick, exceto que ele era o segundo de oito filhos. O pai do jovem Patrick era um homem muito rico, “simpático por natureza, e excessivamente generoso” [1]. Ele era tão generoso que que deu a maior parte de sua fortuna, deixando muito pouco à família após a sua morte, em 1828; três anos mais tarde a senhora Mell morreu, deixando Patrick, com dezessete anos, responsável por toda a família.

 

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Um Ensaio Sobre O Calvinismo, por Patrick Hues Mell

 

“Calvinismo” foi designado a mim como o tema para um ensaio. Embora o assunto é abraçado em uma única palavra, os temas que ele contém são numerosos demais para admitir uma discussão detalhada dentro dos limites que me foram atribuídos. Meu ensaio, portanto, destacará apenas a dignidade das observações sobre o Calvinismo.

O que é o Calvinismo? É um sistema de doutrinas cridas estarem contidas na Bíblia, desenvolvido pela primeira vez de forma mais elaborada e consistente por João Calvino, e, portanto, chamado pelo seu nome. Este termo, no entanto, é usado como designação deste sistema de doutrinas unicamente por uma questão de conveniência, e não implica, de forma alguma, que qualquer uma dessas doutrinas se originaram com o Reformador de Genebra, ou que os Calvinistas são responsáveis por todos os sentimentos defendidos por ele.

A característica distintiva do Calvinismo é que ele sustenta a Soberania de Deus sobre todas as coisas, e o pecado não é uma exceção; e que Sua vontade é demonstrada ou de forma eficiente ou permissivamente em todas as existências e todos os eventos na terra. Deus não é apenas um Criador e Preservador, mas um Governante soberano e eficiente. Sua providência e Sua graça, portanto, controlam todas as coisas e eventos, grandes e pequenos, bons e maus, materiais e mentais. A partir de uma escolha inteligente, Ele permite que cada coisa nos homens seja moralmente errada, e por Sua graça, de forma eficiente opera neles tudo o que é moralmente certo. Como Criador, Preservador e Governador, Ele tem bastante inteligência para saber que Ele criaria; e Sua sabedoria e poder são adequados a todas as exigências do empreendimento em Sua incipiência, seu processo e sua consumação.

O mundo, portanto, em todos os seus detalhes físicos e morais, é exatamente como Deus projetou que fosse; e em todos os termos de sua história, em casos especiais, bem como os seus resultados gerais, ele vai realizar o que Ele projetou em sua criação, na sua preservação, e em seu governo. Ele não cometeu nenhum erro em Seu plano; portanto, nada acontece no Seu sistema de forma inesperada para Ele. Deus não é deficiente em poder, portanto, nada funciona ali à parte dEle. “Deus dispõe de e direciona para algum fim particular, cada pessoa e coisa a que ele deu, ou ainda está a dar, existência, e faz com que toda a criação seja subserviente a declarativa de sua própria glória”. “O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal” (Provérbios 16:4). “Tudo o que o Senhor quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos” (Salmo 135:6). “O Senhor dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará. Este é o propósito que foi determinado sobre toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?” (Isaías 14:24-27). “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Romanos 11:36).

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