Textos

 

Nenhum Homem é Salvo Contra a Sua Vontade, por C. H. Spurgeon

 

[Um excerto do Sermão Nº 762, “A Relação de Casamento”]


Irmãos, nenhum homem é salvo contra a sua vontade. Se alguém dissesse que foi salvo contra a sua vontade, seria uma prova de que ele não foi salvo de modo nenhum; pois, relutância ou indiferença revelam uma alienação completa de todas as afeições do coração. Se a vontade ainda está estabelecida contra Deus, então, todo o homem é provado estar em inimizade contra Ele. Por natureza, nós não escolhemos Deus, por natureza, recalcitramos contra a Sua lei e recusamos o Seu domínio. Mas, não está escrito: “Meu povo será voluntário no dia do meu poder” [Salmos 110:3]? Você não entende como, sem qualquer violação de sua livre agência, Deus usou argumentos e motivos adequados, de modo a influenciar o seu entendimento? Através de nosso entendimento, a nossa vontade é convencida e nossas almas são atraídas espontaneamente.

Em seguida, abaixamos as armas de nossa rebelião e nos humilhamos ao pé do estrado do Altíssimo; e agora nós livremente escolhemos aquilo que uma vez perversamente abominávamos. Você, Cristão, neste mesmo momento, não escolhe a Cristo com todo seu coração para ser o seu Senhor e Salvador? Se fosse colocado diante de você mais uma vez escolher se você amará o mundo ou amará a Cristo, você não diria: “Oh! O meu Amado é melhor para mim do que dez mil mundos! Ele atrai todo o meu amor, absorve toda a minha paixão: eu entrego-me a Ele mui livremente; Ele me comprou por um bom preço, Ele me conquistou com Seu grande amor, Ele me extasiou com Seus encantos inefáveis, então, eu me entrego a Ele”? Aqui há uma escolha mútua.

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Graça e Livre-Arbítrio, por Agostinho de Hipona (Prefácio e Caps. 1-4)

 

Graça e Livre-Arbítrio
Um tratado por Agostinho de Hipona

 

Um tratado endereçado a Valentino e aos monges de Adrumetum, e concluído em um só livro. Escrito em 426 ou 427 D.C.



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Prefácio

 

Neste tratado[1] Agostinho nos ensina a tomar cuidado em sustentar a graça pela negação da liberdade da vontade, ou a liberdade da vontade pela negação da graça; pois é evidente a partir do testemunho da Escritura que há no homem uma livre escolha da vontade; e também existem nas mesmas Escrituras provas inspiradas dadas daquela mesma graça de Deus, sem a qual nada podemos fazer de bom. Depois, em oposição aos Pelagianos[2], ele prova que a graça não é concedida de acordo com os nossos méritos[3]. Ele explica como a vida eterna, que é concedida para as boas obras, é realmente de graça. Então, passa a mostrar que a graça que nos é dada por nosso Senhor Jesus Cristo não é nem o conhecimento da lei, nem natureza, nem simplesmente a remissão dos pecados; mas que é a graça que nos faz cumprir a lei, e faz com que a natureza seja libertada do domínio do pecado.

 

Agostinho demole aquele subterfúgio vão dos Pelagianos, no sentido de que “a graça, embora não seja concedida de acordo com o mérito das boas obras, ainda é dada de acordo com o mérito da antecedente boa-vontade do homem que crê e ora”. O autor incidentalmente toca a questão, por que Deus ordena o que Ele mesmo pretende dar, e se Ele nos impõe quaisquer comandos que não somos capazes de realizar...

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O Mito do Livre-Arbítrio, por Walter J. Chantry

 

A maioria das pessoas diz que acredita em “livre-arbítrio”. Você tem alguma ideia do que isso significa? Eu acredito que você encontrará uma grande quantidade de superstição sobre este assunto. A vontade é tida como o grande poder da alma humana que é completamente livre para dirigir as nossas vidas. Mas de que ela é livre? E qual é o seu poder?

O MITO DA LIBERDADE CIRCUNSTANCIAL

Ninguém nega que o homem tem uma vontade, ou seja, a faculdade de escolher o que ele quer dizer, fazer e pensar. Mas você já refletiu sobre a fraqueza lamentável de sua vontade? Embora você tenha a capacidade de tomar uma decisão, você não tem o poder de levar a cabo o seu propósito. A vontade pode elaborar um plano de ação, mas não tem poder para executar sua intenção.

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