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O Maravilhoso Pacto, por C. H. Spurgeon

 

 (Sermão Nº 3326)

Pregado na quinta-feira, 31 de outubro de 1912.

Pregado por C. H. Spurgeon, no Tabernáculo Metropolitano, Newington.


“Porque esta é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo.” (Hebreus 8:10)

A doutrina do Pacto Divino está na raiz de toda a verdadeira teologia. Já foi dito que aquele que entende bem a distinção entre o Pacto de Obras e o Pacto da Graça é um mestre em Teologia. Estou convencido de que a maioria dos erros que os homens cometem sobre as doutrinas da Escritura se derivam de erros fundamentais no que diz respeito aos Pactos da Lei e da Graça. Que Deus me conceda agora o poder de instruir, e lhes conceda a graça de receber instrução sobre este assunto vital.

A raça humana na ordem da história, no que diz respeito a este mundo, em primeiro lugar ficou em sujeição a Deus sob o Pacto de Obras. Adão foi o representante do homem. Uma certa Lei foi-lhe dada. Se ele a mantivesse, ele próprio e toda a sua posteridade seria abençoada como resultado da obediência. Se ele a quebrasse, ele receberia a maldição, ele mesmo, e todos aqueles que eram representados por ele. Esse Pacto nosso primeiro pai quebrou. Ele caiu, ele não cumpriu as suas obrigações, e em sua Queda, ele envolveu a todos nós, pois estávamos todos em seus lombos, e ele nos representava perante Deus. A nossa ruína, então, foi completa antes mesmo de nascermos! Fomos arruinados por aquele que foi nosso primeiro representante. Portanto, ser salvo pelas obras da lei é impossível, porquanto sob esse Pacto já estamos perdidos. Se seremos salvos de algum modo, isto deve acontecer sob um plano bem diferente, e não sobre o plano de fazer e ser recompensado por isso, pois este plano foi testado e o representante do homem, quando foi tentado falhou por todos nós. Todos nós já falhamos em sua falha! É impossível, portanto, esperarmos obter o favor Divino por qualquer coisa que possamos fazer, ou merecermos a bênção Divina por meio de recompensa!

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A Natureza da Depravação Total do Homem, por A. W. Pink

 

[Capítulo 6 do Livro The Total Depravity of Man]


 

No capítulo da pregação mostramos como a Escritura lança luz sobre o grande problema moral de como uma natureza inerentemente corrupta se origina em cada criança desde o início de sua existência sem que o seu Criador seja o Autor do pecado. Davi declarou: "Eis que eu fui formado em iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe" (Salmos 51:5). Ele descreveu sua depravação como inata e não criada, derivada de sua mãe e não do seu Criador, mostrando que a corrupção é transmitida diretamente de Adão através da via da propagação humana. O mesmo fato foi expresso por nosso Senhor quando Ele disse: "O que é nascido da carne é carne” (João 3:6). No Antigo Testamento, a palavra "carne" é usada como um termo geral para a natureza humana ou a humanidade: "Que toda a carne bendiga o Seu santo nome”, ou seja, todos os homens (Salmos 145:21). "Toda a carne é erva" (Isaías 40:6). A vida de cada membro de nossa raça é frágil e inconstante. O termo ocorre no Novo Testamento no mesmo sentido: "Se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne seria salva" (Mateus 24:22); "Pelas obras da lei nenhuma carne será justificada diante dele" (Romanos 3:20). Por sua própria obediência nenhum homem pode merecer a aceitação de Deus.

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Amor Eletivo de Deus, por Robert Murray M´Cheyne

 

“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça...”. (João 15:16)
 

Esta é uma palavra humilhante, e, ao mesmo tempo, muito abençoada para o verdadeiro discípulo. Foi muito humilhante para os discípulos ouvir que eles não tinham escolhido a Cristo. “Vossas misérias eram tantas, vossos corações eram tão duros, de modo que vocês não me escolheriam”.  E ainda assim, era extremamente reconfortante para os discípulos saber que Ele os havia escolhido: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós”. Isto mostrou que o Seu amor por eles existiu primeiro, que Ele tinha amor por eles quando eles estavam mortos. E, então, Ele mostrou-lhes que era o amor que os tornaria santos: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça”.
 

Vamos extrair as verdades neste verso à medida que elas são demonstradas:
 

I. Os homens naturalmente não escolhem a Cristo, “Não me escolhestes vós a mim”.

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As Marcas e Bênçãos das Ovelhas de Cristo, por Robert Murray M´Cheyne

 

“Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um.” (João 10:26-30)

 

Não há nada mais surpreendente para um leitor atento do Evangelho do que notar o pouco sucesso que Cristo teve na conversão dos pecadores. Embora Ele falasse com tal amor como homem algum falou antes, Cristo teve que queixar-Se, assim como nós, "Vós não credes". Oh, irmãos! É de se admirar, então, que haja tão poucos crentes entre nós, assim como houve tão poucos convertidos com Cristo? Estejamos sempre esperando isso, então. Observe ainda que por mais que Cristo abrisse suas mentes, eles pareciam odiá-lO ainda mais. Eles diziam: "Tem demônio, e perdeu o juízo; porque ainda o ouvis?”. Eles estavam impedindo os outros de ouvi-lO.  Irmãos, o mesmo acontece hoje; por mais que os ministros falem de Cristo em seus sermões, por mais fiel que seja a pregação, mais dirão que eles são loucos, e que têm demônio. É o servo maior do que seu mestre, ou o discípulo do que o seu Senhor? Ainda mais, observe, que quando Cristo disse duras verdades para eles, não puderam ouvi-las; no versículo 31, não contentes com sua própria incredulidade, ainda quiseram apedrejá-lO; e Ele lhes fez esta pergunta: "Muitas boas obras vos tenho mostrado de meu Pai; por qual destas obras vocês me apedrejam?”. Irmãos, o mesmo ainda é verdade hoje; por mais que nos aproximemos de suas consciências, quanto mais perto trouxermos a Palavra para vocês, se não são convertidos por ela, sem dúvida vocês nos odeiam. Se a Palavra não for cheiro de vida para vida, será cheiro de morte para morte. “Sou vosso inimigo porque vos digo a verdade?”. E, no entanto, irmãos, é maravilhoso perceber que, apesar de tudo isso, Cristo teve Suas ovelhas. "As minhas ovelhas ouvem a minha voz e elas me seguem”. Embora haja um mundo de adversários, ainda existe um aprisco.

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Moisés e Hobabe, por Robert Murray M´Cheyne

 

“Disse então Moisés a Hobabe, filho de Reuel, o midianita, sogro de Moisés: Nós caminhamos para aquele lugar, de que o Senhor disse: Vo-lo darei; vai conosco e te faremos bem; porque o Senhor falou bem sobre Israel.” (Números 10:29)
 

Os filhos de Israel tinham ficado quase um ano acampados no deserto que circunda os picos rochosos do Monte Sinai. Mas, agora, a nuvem subiu de sobre a tenda — o sinal de que Deus queria que eles partissem — e assim Israel preparou-se para a marcha em ordem regular. Sobre uma alta rocha, de onde se viam os milhares de Israel, estavam Moisés e seu cunhado, Hobabe. O coração de Moisés se encheu com a visão, quando ele olhou para suas bandeiras flutuando ao vento, quando ele olhou para o imponente pilar de nuvens sobre eles como um anjo alto acenando-lhes, quando pensou nas boas palavras de Deus a respeito de Israel, e a boa terra para a qual se dirigiam apressadamente. Ele sentiu que os seus lombos estavam cingidos com a verdade, e na sua cabeça o capacete da salvação, e em sua mão a espada do Espírito. Ele não podia admitir que alguém a quem amava o deixasse agora; e, por isso, enquanto Hobabe se demorava, sem saber para para onde ir, Moisés falou assim: “Estamos caminhando para o lugar de que o Senhor disse, Eu vo-lo darei: vem tu conosco, e te faremos bem”.
 

Assim são os sentimentos de Deus. Sempre que uma alma é trazida a Jesus Cristo, para ser lavada em Seu sangue e andar na Sua justiça, é levada a sentir duas coisas: primeira, que agora está peregrinando para uma terra boa, seus pecados são apagados, o Espírito está dentro de si, Deus é seu Guia, o Céu está diante de si; a segunda, ela quer junto de si todos a quem ama.
 

Doutrina: Os filhos de Deus estão em uma jornada, e querem junto de si todos a quem amam.

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