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Nenhum Homem é Salvo Contra a Sua Vontade, por C. H. Spurgeon

 

[Um excerto do Sermão Nº 762, “A Relação de Casamento”]


Irmãos, nenhum homem é salvo contra a sua vontade. Se alguém dissesse que foi salvo contra a sua vontade, seria uma prova de que ele não foi salvo de modo nenhum; pois, relutância ou indiferença revelam uma alienação completa de todas as afeições do coração. Se a vontade ainda está estabelecida contra Deus, então, todo o homem é provado estar em inimizade contra Ele. Por natureza, nós não escolhemos Deus, por natureza, recalcitramos contra a Sua lei e recusamos o Seu domínio. Mas, não está escrito: “Meu povo será voluntário no dia do meu poder” [Salmos 110:3]? Você não entende como, sem qualquer violação de sua livre agência, Deus usou argumentos e motivos adequados, de modo a influenciar o seu entendimento? Através de nosso entendimento, a nossa vontade é convencida e nossas almas são atraídas espontaneamente.

Em seguida, abaixamos as armas de nossa rebelião e nos humilhamos ao pé do estrado do Altíssimo; e agora nós livremente escolhemos aquilo que uma vez perversamente abominávamos. Você, Cristão, neste mesmo momento, não escolhe a Cristo com todo seu coração para ser o seu Senhor e Salvador? Se fosse colocado diante de você mais uma vez escolher se você amará o mundo ou amará a Cristo, você não diria: “Oh! O meu Amado é melhor para mim do que dez mil mundos! Ele atrai todo o meu amor, absorve toda a minha paixão: eu entrego-me a Ele mui livremente; Ele me comprou por um bom preço, Ele me conquistou com Seu grande amor, Ele me extasiou com Seus encantos inefáveis, então, eu me entrego a Ele”? Aqui há uma escolha mútua.

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A Conversão de Saulo, por George Whitefield

 

“Saulo, porém, aumentava mais em força, e confundia os judeus que habitavam em Damasco, provando que Jesus era o Cristo.” (Atos 9:22)


É uma verdade inquestionável, por mais paradoxal que pareça para os homens naturais, que "todo aquele que quiser viver piedosamente em Cristo Jesus, padecerá perseguições”. E, portanto, é muito notável, que o nosso bendito Senhor, em Seu glorioso Sermão do Monte, depois de ter declarado os que são bem-aventurados — que eram os pobres em espírito, mansos, puros de coração, e semelhantes — acrescenta imediatamente (e gasta nada menos que três versos nesta bem-aventurança) "Bem-aventurados são os perseguidos por causa da justiça” [...]. Há uma inimizade irreconciliável entre a semente da mulher e a semente da serpente. E se não somos do mundo, mas mostramos por nossos frutos que pertencemos ao número daqueles a quem Jesus Cristo escolheu deste mundo, o mundo nos odiará por isso. Isso é verdade tanto na vida de cada Cristão em particular, como na vida de cada igreja Cristã, em geral. Durante alguns anos temos ouvido pouco de uma perseguição pública: Por quê? Porque pouco da piedade tem prevalecido entre todas as denominações. O valente tem tido plena posse da maioria dos corações dos professos, e os tem deixado descansar em uma falsa paz. Mas podemos ter certeza, quando Jesus Cristo começar a reunir Seus eleitos de forma maravilhosa, e abrir uma porta eficaz para a pregação do Evangelho eterno, a perseguição vai se inflamar, e Satanás e seus emissários farão o seu melhor (embora tudo em vão) para impedir a obra de Deus. Assim foi nos primeiros séculos, é nos nossos dias, e assim será, até o fim dos tempos.

Cristãos e igrejas Cristãs devem então esperar inimigos. A nossa principal preocupação deveria ser em aprender como nos comportarmos em relação a eles de maneira Cristã; pois, a menos que tenhamos muito cuidado, vamos amargurar nossos espíritos, e agiremos de maneira incompatível como seguidores do Senhor, “o qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava”; “como um cordeiro diante de seus tosquiadores fica mudo, assim Ele não abriu sua boca”. Mas, qual motivo deve nos levar a este temperamento tão abençoado? Além da operação imediata do Espírito Santo em nossos corações, não conheço nenhuma consideração mais propícia para nos ensinar a paciência com os nossos perseguidores mais hostis, do que esta: “De acordo com o que sabemos, algumas das pessoas que agora estão perseguindo podem ser eleitas desde a eternidade por Deus, e chamadas para edificar e construir a igreja de Cristo”.

 

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O Homem Nascido de Mulher, por R. M. M’Cheyne

 

“O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação. Sai como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece.” (Jó 14:1-2)


Há três coisas que nos sãos ensinadas nestas palavras.

1. A beleza do homem: “Sai como a flor” (v. 2). Há algo bonito sobre o homem. Ele foi feito, inicialmente, segundo a imagem de Deus; e embora o pecado tenha arruinado e desfigurado essa imagem, ainda existem os vestígios visíveis da obra de Deus no homem. Seu corpo foi assombrosa e maravilhosamente formado; e a alma, embora totalmente adversa a Deus por natureza, é ainda uma peça de prata perdida.

2. Ele tem curta duração: “é de poucos dias... sai como uma flor”. Quando Faraó perguntou a Jacó quantos anos tinha, embora tivesse 130 anos de idade, ele disse: “poucos e maus têm sido os dias dos anos da minha vida inteira”, poucos, em comparação com a vida de outros homens. Alguns dos patriarcas viveram novecentos anos; Matusalém, novecentos e sessenta e nove. Como poucos são os nossos dias, em comparação com estes! Poucos, comparados à eternidade; poucos, quando pensamos no trabalho a ser feito.

3. Farto de inquietação. Se os seus dias fossem todos cheios de alegria, não seria um caso tão triste, mas eles estão cheios de angústia; e aqueles que são mais ansiosos pelo prazer mundano, geralmente têm profundos problemas. Problemas do corpo, da mente e de finanças vêm sobre as costas de cada um como uma onda após outra onda.

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A Ira de Deus, por Paul Washer

 

[Excerto do Sermão O Verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus Cristo • Paul David Washer]

Ira de Deus


Permitam-me, por um momento, falar uma coisa que será bastante ofensiva para vocês. Quero falar um momento sobre o ódio de Deus. Pergunto: quantos de vocês — levante a mão — já ouviram um sermão sobre o ódio de Deus? 1, 2, 3, 4, 5. Bom! Isso é melhor do que o normal. O ódio de Deus?! “Irmão Paul, mas...”. Como uma jovem disse: “Deus... Deus não odeia, Deus é amor! Portanto, Ele não pode odiar!”. Não. Deus é amor e, portanto, Ele deve odiar. Antes de irmos às Escrituras, deixe-me dar a você uma ideia. Você ama bebês? Eu amo. Eu tenho vários em minha casa. Eu realmente amo bebês. A coisa mais difícil em meu ministério é ficar distante dos meus bebês. Não me importo se já são grandes, ainda serão meus bebês. Se eu amo bebês, eu devo odiar o aborto. Você ama os judeus? Eu amo. Você deve odiar o holocausto. Você ama os afro-americanos? Você deve odiar a escravidão. Desculpe-me, não há neutralidade. Viram? Se você realmente ama o que é correto, o que é perfeito, o que é bom, há também uma animosidade, inimizade, contra tudo que contradiz esse padrão. Deus ama tudo o que é certo! Tudo o que é verdadeiro! Tudo o que é bom! Tudo o que é virtuoso! Mas, Escritura após Escritura após Escritura na Bíblia, nos diz que seu ódio é manifestado contra a iniquidade. Eu poderia ignorar isso, se você prefere. Eu poderia ficar em silêncio, se você prefere. Mas, eu não poderia ser fiel a Deus.

Deixe-me dar um bom texto. Vejamos Salmos, capítulo 5, apenas por um momento: “Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade”. Agora, você sabe de uma maravilhosa declaração parecida com esta? “Deus ama o pecador, mas odeia o pecado”. Veja esse texto. É o que nos ensina? Não é o que nos ensina! Desculpe-me! É outra coisa bonita para se dizer, que fica bonita nas camisas cristãs contemporâneas. Mas, não é o que a Escritura ensina. Não diz aqui que o ódio de Deus é manifestado contra o ato pecaminoso. Diz que o ódio de Deus é manifestado contra aquele que comete o ato. Não se engane, o ódio de Deus não é como o nosso. Ele não é egocêntrico, egoísta, odioso. É a reação de um Deus santo contra o homem que é vil. De quem você está falando? De todo homem que já nasceu, de todo filho de Adão.

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Nas Tuas Mãos Entrego o Meu Espírito, por R. M. M’Cheyne

 

Nas tuas mãos encomendo o meu espírito:  tu me redimiste, Senhor Deus da verdade. (Salmos 31:5)


Há algo estranhamente doce nestas palavras, porque são as palavras usadas pelo Senhor Jesus em Sua agonia. Por seis longas horas Ele ficou pendurado naquele maldito madeiro, levando os pecados de muitos. Não há homem que possa imaginar o peso que Ele suportou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46). O vinagre misturado com fel era amargo, mas nem se assemelha ao cálice da ira; a dor de Seu corpo mutilado foi terrível, mas nem se compara à agonia intensa da espada da justiça que Lhe traspassava. Este foi o Seu último clamor: “Pai, nas tuas mãos encomendo o meu espírito”; e, inclinando a cabeça, rendeu o espírito. É doce a um sofredor aflito usar as mesmas palavras que Jesus. É doce usar as palavras de um amigo que partiu. Nós os guardamos como tesouro em nossa memória e os embalsamamos em nossos corações. Mas qual amigo é como Jesus, cujas palavras foram todas de graça?

É doce a um pecador convicto e abatido tomar para si as palavras de Jesus nos Salmos: “Porque males sem número me têm rodeado, as minhas iniquidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima” (Salmos 40:12). É doce a uma alma crente assumir as Suas palavras em Isaías: “Perto está o que me justifica, quem contenderá comigo?” (Isaías 50:8).

E é ainda doce para um pobre aflito, afogado em remorso assumir essas doces palavras: “Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: tu me redimiste, Senhor Deus da verdade”.

Observe três coisas:

1. Quem fala: um tentado, uma alma aflita. Assim era Davi: “Tira-me da rede” (Salmos 31:4). Satanás e o mundo haviam lançado uma rede ao redor de sua alma. Laço pós laço, como malhas de uma rede, o envolveram. Ele se sentiu desamparado: “Estou esquecido no coração deles, como um morto; sou como um vaso quebrado” (Salmos 31:12). Para nenhum outro lugar ele pode ir, senão a seu Deus redentor: “Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: tu me redimiste, Senhor Deus da verdade”...

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