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O Aborto é Realmente Tão Mau? | Por James W. & Joel R. Beeke

 

INTRODUÇÃO


Foi impressionante visitar o monumento em homenagem aos caídos durante a Segunda Guerra Mundial em Washington, D.C., e ver 4.000 estrelas na parede, cada uma simbolizando cem seres humanos mortos no conflito. Os Estados Unidos perderam 400.000 vidas durante esta guerra. O Canadá perdeu 40.000. Mas se levantássemos um monumento similar em homenagem às crianças não nascidas, assassinadas pelo aborto, três destas paredes seriam necessárias para incluir os abortos provocados em um único ano. Três vezes o número de crianças não nascidas perdem a vida em um só ano, isso é mais do que o número de soldados americanos que morreram na Segunda Guerra Mundial.


No ano de 2005, hospitais e diversas clínicas realizaram 1.2 milhões de abortos nos Estados Unidos e mais de 96.000 no Canadá. Duas de cada 10 gestações terminaram com um aborto provocado. Nos abortos legais realizados nos Estados Unidos (desde 1973) e no Canadá (desde 1969), já morreram mais de 53 milhões de crianças não nascidas. Para colocar isto em perspectiva, a população total de ambos países soma em torno de 350 milhões. Os abortos legais já causaram a morte do equivalente a um sétimo da nossa população.

Os historiadores estimam que o Holocausto Nazista exterminou entre 10 e 11 milhões de pessoas, incluindo seis milhões de judeus. Muitos deles eram crianças. O aborto legal nos Estados Unidos e no Canadá já causou o extermínio de cinco vezes mais vidas do que aquelas que foram ceifadas no Holocausto.

Temos que ter uma base racional e ética sólida para sancionar legalmente a morte de 53 milhões de vidas em nossas nações, sem contar com os mais de um milhão que morrem a cada ano. Como seriam hoje estas milhões de pessoas, desde infantes até adultos maiores de 40 anos, se estivessem vivas? Seu extermínio da face da Terra exige uma justificação convincente.

Qual é a justificação para o aborto legal? Vamos examinar os argumentos usados por aqueles que promovem o aborto, para determinar quão sólido é o fundamento sobre a qual esta prática é baseada.


ARGUMENTOS A FAVOR DO ABORTO


Argumento 1: O feto não é uma vida humana, portanto, pode ser exterminado.

Embora o feto chegará a ser uma criatura humana, este argumento diz que ele ainda não o é. Mas a ciência indica o contrário. Primeiro, as palavras embrião e feto são palavras gregas e latinas que simplesmente significam “jovem”. Quando os cientistas falam de um embrião ou feto humano, eles não estão colocando na categoria de outras espécies, mas simplesmente usando terminologia técnica para esta etapa de desenvolvimento, tais como as palavras: infante, criança, adolescente e adulto. O feto humano é um ser humano jovem no útero. É natural e correto que as mães falem sobre o feto como “meu bebê” ou que livros sobre a gravidez digam “seu filho”.

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