Textos

 

Ensinando os Filhinhos a Orar, por John Bunyan

 

[Extraído de Um Tratado sobre Oração • Editado]

 

Devemos exortar uns aos outros à oração, ainda que não devemos dar fórmulas de oração. Exortar à oração com instruções Cristãs é uma coisa; e escrever fórmulas para limitar o Espírito de Deus, é outra. O apóstolo não dá a mínima fórmula de oração, porém insta conosco para que oremos (Efésios 6:18, Romanos 15:30-32). Portanto, ninguém deve tirar a conclusão de que, por darmos instruções referentes à oração, é lícito instituir fórmulas de oração.

 

Pergunta: Mas, se nós não usamos fórmulas de oração, como ensinaremos nossos filhos a orar?

 

Resposta: Minha opinião é que os homens seguem um método errado para ensinar seus filhos a orar, ensinando-lhes precocemente a recitar frases, como é comum em muitas pobres criaturas.

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O Que é Orar em Nome de Jesus? Por John Bunyan

 

[Extraído de Um Tratado sobre Oração • Editado]

 

A oração é derramar o coração e a alma de modo sincero, consciente e afetuoso através de Cristo. Faz-se necessário acrescentar que é através de Cristo. Caso contrário, cabe duvidar se é oração, mesmo que se empregue muita pompa e eloquência.

 

Cristo é o caminho pelo qual a alma tem acesso a Deus, e sem o qual é impossível que um único desejo chegue aos ouvidos do Senhor dos Exércitos: “Se pedirdes alguma coisa em Meu Nome, tudo o que pedirdes ao Pai em Meu Nome, será feito”. Esta foi a maneira que Daniel orou pelo povo de Deus, em nome de Cristo: “Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor” (Daniel 9:17). E o mesmo Davi: “Por amor do teu nome (ou seja, por amor do Teu Cristo), Senhor, perdoa a minha iniquidade, pois é grande” (Salmo 25:11).

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Orando Com o Entendimento, por John Bunyan

 

[Extraído de Um Tratado sobre a Oração • Editado]


O apóstolo faz uma clara distinção entre orar com o Espírito e orar com o Espírito e com o entendimento: “Orarei com o Espírito, mas também orarei com o entendimento” (1 Coríntios 14:15). Esta distinção foi feita porque os Coríntios não observaram que tudo quanto faziam deveria ser feito para edificação própria, e também das outras pessoas, não somente para a sua própria glória, como estava acontecendo. Entregues aos seus dons extraordinários, como falar em línguas diferentes e etc., negligenciando a edificação dos irmãos; este foi o motivo pelo qual Paulo lhes escreveu este capítulo, para fazê-los entender que, embora os dons extraordinários fossem excelentes, a edificação da igreja era mais excelente ainda. “Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto (bem como a compreensão dos outros). Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento” (1 Coríntios 14:14-15).

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Um Tratado Sobre Oração, por John Bunyan

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oração é uma ordenança de Deus para o uso tanto público como privado: Mais ainda, é uma ordenança que coloca aqueles que têm o espírito de súplica em estreita relação com Ele, e também possui efeitos tão notáveis que alcançam grandes coisas de Deus, tanto para uma pessoa que ora, como para aqueles por quem ela ora. Abre, por assim dizer, o coração de Deus, e, através dela, a alma mesmo quando vazia, é preenchida. Através da oração o Cristão também pode abrir seu coração a Deus como o faria com um amigo, e obter um renovado testemunho de Sua amizade. Muitas palavras poderiam ser utilizadas aqui para distinguir entre oração pública e privada, assim como entre a do coração e a dos lábios. Também poderia dizer algo para fazer a diferença entre os dons e graças na oração, mas, deixando este método de lado, desta vez me ocuparei somente em mostrar a alma da oração, sem a qual toda elevação de mãos, olhos ou vozes seria completamente desprovida de propósito.

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