Textos

 

O Som Alegre do Evangelho da Graça de Deus, por Augustus M. Toplady

 

A essência de um discurso pregado na Lock Chapel,
Nas proximidades de Hyde Park Corner, no Domingo, 19 de Junho de 1774.


“Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade, pelo que os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas.”  (Salmos 36:7)

“Bem-aventurado o povo que conhece o som alegre; andará, ó Senhor, na luz da tua face. Em teu nome se alegrará todo o dia, e na tua justiça se exaltará.” (Salmos 89:15-16)


Muitas vezes maravilhei-me diante da dureza daqueles escritores que presumiram ao afirmar que o Evangelho, ou mensagem da livre e plena salvação, pelo sangue e justiça do Filho coeterno de Deus, era desconhecida daqueles que viviam sob a dispensação legal.


Nada pode ser mais falso. Nós podemos tão razoavelmente afirmar que o sol não brilhou durante a dispensação legal. E, como era o mesmo sol que agora brilha, este que então iluminava o mundo, assim era o mesmo Sol da justiça, que agora resplandece sobre as almas de Seu povo trazendo cura em suas asas (Malaquias 4:2), que então brilhou sobre os eleitos de Deus, visitou-os com as irradiações de Seu amor, e os salvou pela fé em Sua própria futura justiça e expiação. Até nós, como diz o apóstolo, o Evangelho é pregado, assim como a eles (Hebreus 4:2). E, novamente, aqueles todos morreram na fé, tendo visto as promessas de longe; e creram nelas [πεισθεντες, foram assegurados do interesse por elas], e saudaram-nas (Hebreus 11:13). Então, isto podemos afirmar com confiança, no que diz respeito a todas as pessoas iluminadas por Deus que viveram antes da encarnação do Messias, que como Abraão (João 8:56), elas viram o dia de Cristo em perspectiva, e alegraram-se na crente antecipação daquela bendita visão.
 

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Contra o Arminianismo e Seu Ídolo Dourado, o Livre-Arbítrio, por Augustus Toplady

 

Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.” (Salmos 115:1)


Alguns expositores têm suposto que este Salmo foi escrito pelo profeta Daniel; por ocasião da libertação milagrosa de Sadraque, Mesaque e Abednego, quando saíram ilesos da fornalha de fogo ardente, para a qual foram levados segundo a ordem do rei Nabucodonosor.

E, de fato, não há passagens insuficientes, no próprio Salmo, que pareçam apoiar esta conjectura. Como, onde lemos, no quarto versículo (falando sobre os ídolos dos pagãos, e, talvez, com especial referência àquela imagem de ouro que Nabucodonosor ordenou ser adorada): “Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não veem” [vv. 4-5].

Eu ouso dizer que, em tal auditório como este, uma quantidade de Arminianos estão presentes. Eu temo que todas as nossas assembleias públicas têm muitos deles. Talvez, no entanto, mesmo essas pessoas, idólatras como elas são, podem estar aptas a censurar, e, em verdade, com justiça, o absurdo daqueles que adoram ídolos de prata e ouro, obra das mãos dos homens. Mas, permitam-me perguntar: Se assim é tão absurdo adorar a obra das mãos de outros homens, o que deve ser adorar as obras de nossas mãos? Talvez, você possa dizer: “Deus não permita que eu faça isso”. No entanto, permita-me dizer-lhe, que esperança, confiança, fé e dependência para a salvação, são todos atos, e estes também muito solenes, de culto Divino, e sobre o que você depende, no todo ou em parte, para sua aceitação diante de Deus, e para sua justificação diante de Seus olhos, seja o que for, em que você descansa, e confia, para a obtenção de graça ou glória; se for algo menos do que Deus em Cristo, você é um idólatra, quanto a todos os intentos e propósitos.
 

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