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Teologia Pactual de Benjamin Keach e Justificação, por Tom Hicks

 

Benjamin Keach (1640-1704), um de nossos primeiros pais Batistas ingleses, ensinava que a doutrina da justificação estava intimamente ligada com a doutrina bíblica dos pactos, e especialmente com o Pacto da Graça. De acordo com Austin Walker: “O Pacto da Graça assumiu um lugar central no pensamento de Keach, de tal forma que não é possível apreciar tanto o Calvinismo de Keach quanto o próprio homem sem uma apreciação correta de sua compreensão”.[1] Também é verdade que é impossível entender a doutrina da justificação de Keach sem compreender a sua doutrina dos pactos. The Everlasting Covenant [A Aliança Eterna] (1693) é uma série de dois sermões que foram posteriormente editados e impressos em um livreto de quarenta e quatro páginas.

 

Originalmente, Keach pregou o primeiro desses sermões à sua congregação na Horsly-down no funeral de um companheiro ministro do Evangelho, o Sr. Henry Forty, que era o pastor de uma igreja em Abingdon. A passagem do sermão é 2 Samuel 23:5: “Ainda que a minha casa não seja tal para com Deus, contudo estabeleceu comigo uma aliança eterna, que em tudo será bem ordenado e guardado”. O texto diz que estas foram as “últimas palavras de Davi” (v.1). Keach acreditava que assim como o pacto eterno da graça consolou Davi e deu-lhe esperança no leito de morte, assim o Pacto da Graça é a única esperança de qualquer pecador ao morrer. Ele escreveu: “Os homens podem falar de sua justiça própria e de santidade evangélica, ainda assim, estou convencido que eles não ousarão pleiteá-los na questão da justificação, em seus leitos de morte, nem no dia do Juízo. Não, não, ‘nada, senão Cristo... pode dar alívio a uma consciência ferida e angustiada”.[2] O principal propósito dos dois sermões foi demonstrar que não há distinção entre o Pacto de Redenção e o Pacto da Graça. De acordo com Keach, o Pacto da Graça é o Pacto da Redenção, e preservar a unidade dos dois serve para salvaguardar a doutrina da justificação pela fé somente no fundamento da justiça de Cristo somente.[3]

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Teologia Pactual e Dispensacionalismo: Uma Discussão dos Principais Assuntos Envolvidos, por William R. Downing

 

[PIRSpective • The Theological Newsletter of the Pacific Institute for Religious Studies • Abril 2013]

 

Todo Cristão, estudante da Bíblia, professor da Bíblia, estudioso da Bíblia, e pregador se aproxima das Escrituras a partir de seus pressupostos hermenêuticos. Estes podem ser corretos ou incorretos, misturados com uma determinada quantidade de erro, desenvolvidos por meio de estudo pessoal, herdados através da tradição religiosa, recebidos através da instrução religiosa formal ou informal, uma educação no seminário ou adquiridos através da leitura de uma determinada “Bíblia de Estudo”. Todos os crentes têm a mesma Bíblia, mas muitas vezes têm diferentes abordagens para a sua interpretação. Toda a verdade, mesmo a verdade de Deus, é necessariamente interpretada de acordo com os pressupostos de alguém. Este artigo discute dois dos enfoques hermenêuticos gerais e as principais questões envolvidas. Houve, desde o início do século XX e do advento do ensino Dispensacionalista, duas abordagens gerais, e diferentes entre si, para a interpretação bíblica dentro do Cristianismo Reformado e Evangélico e entre os Batistas: Teologia Pactual e Dispensacionalismo.
 

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