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O Décimo Mandamento — Desejo, por Cornelius Van Til

 

Tem sido apontado em relação a todos os Mandamentos que o significado literal das palavras utilizadas em todos os casos em absoluto não esgota a implicação do propósito de Deus. O estado não pode esperar nada mais do que a obediência exterior. Mas Deus não é satisfeito com isso. Ele demanda perfeição interna antes de tudo.

Neste Décimo Mandamento Deus chama especial atenção a este fato, uma vez mais. A peculiaridade deste Mandamento não deve ser encontrada nos objetos em relação ao qual desejo é proibido. Estes objetos são abrangidos pelo Oitavo Mandamento. A peculiaridade deste mandamento deve ser mui encontrada em sua ênfase específica sobre a necessidade de perfeição interior.

Deus criou o homem internamente perfeito. Por qualquer nome que possamos buscar designar aquilo que é mais íntimo e, portanto, no comando da vida humana, esse aspecto mais íntimo da personalidade humana foi criado bom. É bom notar que o pensamento antiteísta deve negar este fato. Por isso, não pode haver bondade ética até depois que a vontade operou. Somente a operação da vontade pode produzir “natureza” ou personagem. Agora, pode-se afirmar seguramente que em tal caso nenhum caráter ou natureza jamais seria capaz de desenvolver-se na medida em que o sujeito da ação seria definido em um vácuo, que não lhe conferia nenhuma força propulsora. Cada objeto de uma ação deve ter uma “natureza”, segundo a qual ele age ou ele morrerá de fome como o burro proverbial entre duas caixas de feno, incapaz de escolher o que comer. Em suma, uma criatura sem um caráter seria nenhuma criatura; ela já seria metafisicamente desprendida de Deus, em Quem somente, ela pode viver e se mover e a ter a sua existência.

Não é inconsistente com isto dizer que a própria Bíblia reconhece o valor e a necessidade da escolha humana, a fim que o caráter seja desenvolvido. Nós consentimos com isso prontamente. O ponto é, no entanto, que se alguma coisa deve ser desenvolvida, deve estar lá desde o início. A moral não pode se desenvolver a partir da não-moral. A evolução fala muito de “forças inerentes” por que visa manter a continuidade entre a moral e a não-moral, entre o homem e o animal. Por outro lado, ela ressalta a escolha do indivíduo separada da sua natureza como a fonte da diferença entre a moral e a não-moral. Esta é uma manifestação da autocontradição na base do pensamento não-teísta. O teísmo evita esta dificuldade. Ele apenas dá à vontade do homem um significado genuíno porque somente ele dá a essa vontade um campo de operação. Seria bom para os Arminianos ortodoxos perceberem que eles estão rapidamente jogando ao lado dos antiteístas pela sua posição a meio caminho neste ponto. Não há poder mordaz contra o inimigo em uma posição que consente metade do caminho.

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O Nono Mandamento — Verdade, por Cornelius Van Til

 

Podemos resumir o significado deste Mandamento, dizendo que ele requer de nós que respeitemos, mantenhamos e desenvolvamos o bom nome de nós mesmos e de nossos vizinhos. O significado literal das palavras refere-se a jurar falsamente em tribunal. Ou seja, de acordo com o modo de promulgação das outras leis, que cada vez mencionam a forma mais extrema de transgressão. Neste caso, como nos outros, devemos voltar a partir desta forma mais extrema de transgressão ao estado original das questões a fim de verificar qual era naquele tempo o requerimento positivo, embora não expresso.

Agora, a fim de fazer isso, devemos observar que o homem como criatura de Deus e como portador da imagem de Deus deveria dar a interpretação ao universo. Ele deveria buscar aprofundar cada vez mais a natureza da realidade criada, da qual ele mesmo fazia parte. Deus expressou Suas ideias, Seu plano neste universo criado. Era o privilégio dos homens buscar estes pensamentos de Deus, que são a verdade do universo criado. Este deveria ser o homem da ciência. E ali havia espaço infinito para expansão. Além disso, havia a garantia real do progresso. O universo criado foi o produto da interpretação de Deus; o homem poderia, portanto, ter certeza de que sua própria interpretação estava correta se esta apenas correspondesse à interpretação de Deus. Se assim fosse, o homem teria coerência consigo mesmo, como Deus teve coerência conSigo mesmo. Assim, o verdadeiro método científico deveria ser a implicação na interpretação de Deus. Não era para ser nem pura indução, nem pura dedução. O universal e o particular, sempre existiram juntos. Nenhum detalhe da existência foi considerado à parte do seu centro de referência no universo criado, a mente do homem e, finalmente, a partir de seu centro de referência na mente de Deus.

O homem amaria a verdade, porque a verdade era uma expressão da mente de Deus e, finalmente, era Deus. Haveria cooperação com o seu próximo, pois cada um teria o mesmo amor por Deus.

Então, em uma má hora o homem não queria mais ser homem. Ele queria ser como Deus. Já não amava a Deus. Fez de si mesmo, em vez de Deus, o centro de referência daquilo que ele agora chamava de a sua busca pela verdade. O Diabo tinha ensinado os homens a olhar para além de Deus, pela verdade. Ele afirmou diante do homem a ilusão de que ele pode, eventualmente, ser como Deus. Não havia possibilidades além Deus? O homem deveria experimentar. Ele não vivia mais pelo ipse dixit de Deus. A história deveria provar o que era verdade.

Qual foi o resultado? Fracasso e ruína. O homem tentou ser o que ele não podia ser. Ele era uma criatura e não poderia ser mais do que isso, visto que existe um Deus. O homem se rebelou contra esta verdade metafísica. Ele estabeleceu-se como um Deus. Ele, em vez de Deus, viria a tornar-se o padrão último da verdade. Ele considerou que o seu pensamento era tão original e tão abrangente quanto o de Deus. Esta foi a mentira. A mentira é autocontraditória. O homem tornou-se uma casa dividida contra si mesma. Quando ele disse que poderia ser como Deus, ele disse que a possibilidade era maior do que Deus. Assim, as leis de Deus, o Seu plano, em suma, a Sua afirmação foi rebaixada. Contra Ele foi estabelecida uma negação que era apenas fundamental. Isso parecia tão inocente. No entanto, porque Deus é a afirmação definitiva nenhuma negação pode ser estabelecida em Seu nível. A tentativa de fazer isso nada é, senão uma fútil negação da afirmação de Deus. Foi isso que uma criatura fez. O Diabo fez isso originalmente. Ele é, portanto, o espírito completamente autocontraditório. Ele é autocontraditório, porque ele contradiz a Deus. A criatura é determinada por definição. Ela não pode viver, senão na atmosfera do plano de Deus. Uma criatura tentar viver uma existência indeterminada implica a sua explosão. A atmosfera externa é removida. Ela encontra-se no vácuo. O Inferno é o único vácuo completo. Por isso no livro de Apocalipse nenhum som perturbador saiu dele para perturbar a glória do novo Céu e da nova Terra. Isto não é devido a qualquer invólucro artificial. É devido à paralisia dos ocupantes no vácuo. O Diabo é a mentira metafísica.

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O Oitavo Mandamento — Propriedade, por Cornelius Van Til

 

O significado deste Mandamento pode ser resumido dizendo que ele solicita ao homem que respeite, preserve e desenvolva a sua própria propriedade e a de seu próximo. Mas isso pressupõe o direito do homem ter propriedade. Deste modo, é esta pressuposição que deve ser atestada primeiro. Agora, a fim de fazer isso, devemos voltar para a criação, em primeiro lugar. Tudo o que é logicamente dedutível no que diz respeito ao homem e à sua esfera de atividade — a partir do fato de que ele é uma criatura — pode ser dito ser bem fundamentado na Escritura como qualquer coisa poderia ser. Agora, já que o homem é criado tendo sido constituído de alma e corpo, ele precisa de um plano externo no qual ele possa agir livremente. Ele precisa dessa esfera que favoreça e conexão e união com os outros, desde que juntos eles formam uma unidade, mas ele também precisa de uma esfera para si mesmo onde ele possa desenvolver-se em relativa independência. A propriedade dá liberdade para a atividade racional e moral.

O pecado fez o homem negar que ele era uma criatura sujeita às leis de Deus. Assim sendo, ele olhou para este mundo como se apenas estivesse nele de alguma forma. Assim, cada homem apossou-se dele conforme estava em seu poder. Além disso, quando alguém conseguia se apossar de uma parte dele, sentia que poderia fazer com esta tudo o que lhe agradasse, sem responsabilidade em relação aos seus companheiros ou para com Deus. O resultado foi que se alguém, pelo seu grande êxito em obter para si mesmo muita terra, desenvolvia uma teoria de direito de propriedade, esta seria era uma falsificação de uma teoria teísta. Ele diria que isso era necessário para a sociedade. Isto é verdade, mas não o fundamento definitivo do direito de propriedade, desde que não há razão para que a sociedade exista a menos que seja para Deus. Não era de admirar, então, que o engrandecimento não conheceu limites. Quando o dinheiro foi inventado para se tornar representante da ou mesmo um substituto para a propriedade, o espírito de engrandecimento aumentou. Especialmente quando, devido ao desenvolvimento do comércio e dos negocias o dinheiro poderia aumentar a si mesmo por mero investimento, isso permitiu que os homens atuassem como verdadeiros deuses sobre a terra. Os menos afortunados do que eles próprios eram desprezados e reduzidos a serem meras porções de propriedade. A escravidão foi o resultado natural do abuso do original direito legítimo à propriedade. Na escravidão isso realmente atingiu o seu clímax. Assim, desenvolveu-se dois extremos. O extremamente rico perdeu todo o senso de responsabilidade e os extremamente pobres perderam todo o senso de autorrespeito. Considerar a si mesmo a propriedade de Deus é enobrecedor; conhecer a si mesmo como um escravo do pecador egoísta é degradante.

Assim as lutas de classe surgiram e foram relativamente justificadas. Se nenhuma das partes reconheciam Deus como Criador, é um procedimento lógico e totalmente legítimo organizar e usar a força para criar um espaço de atuação por si mesmos. O mundo é, então, livre-para-todos. Poder é direito. Foi sobre este princípio que os ricos detentores de propriedade, industriais e financiadores têm atuado muitas vezes. Hipocritamente, ou sob uma ilusão, eles defenderam a sua posição com uma linguagem piedosa. Mais direto e mais lógico, Karl Marx escreveu o seu, “Das Kapital”. Nele, ele francamente abraçou uma filosofia materialista e, portanto, necessitarista da história. A hipótese da evolução reforçou ainda mais as suas ideias. O homem e, portanto, a moralidade e a racionalidade derivaram-se do não-moral e do irracional. Apenas a utilidade pode restringir os homens de buscarem apossar-se de tudo. Os governos, posto que são eles próprios derivados de tal sociedade, não têm poder maior do que o derivado da sociedade. Logo, esses governos também só podem aconselhar dois lobos sobre o fato de que seria desvantajoso devorarem-se um ao outro.

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O Sétimo Mandamento — Pureza, por Cornelius Van Til

 

O Sexto Mandamento corresponde ao Primeiro Mandamento. A transgressão do Primeiro Mandamento busca destruir Deus, como tal, e a transgressão do Sexto Mandamento busca destruir o homem como tal. O Nono Mandamento corresponde ao Terceiro, este defende o bom nome do nosso próximo e o anterior o bom nome de Deus. O Sétimo e o Oitavo correspondem ao Quarto, este defende a Deus na medida em que Ele deseja culto externo e os anteriores defendem meu próximo em sua aparência exterior. Dentre estes dois Mandamentos o Sétimo vem em primeiro lugar, uma vez que nossos corpos são mais próximos de nós do que as nossas posses.

Além da união da alma e do corpo, que juntos formam o mistério da personalidade humana, Deus trouxe os seres humanos individuais à união uns com os outros, a fim de formar uma raça. O indivíduo humano não é completo em si mesmo. Deste modo, Deus criou uma companheira para o homem e formou essa companheira como complemento para o homem, tanto na alma quanto no corpo. Com a Sua própria mão, Ele uniu os dois e ordenou que a partir de sua união a raça nascesse. Apenas na raça concluída, a imagem de Deus no homem poderia ser verdadeiramente expressa.

Estas simples ordenações da criação têm enormes consequências. Nelas reside, antes de tudo, o reconhecimento das diferenças entre homem e mulher. Tentar remover essas diferenças é contra a natureza. Nós já encontramos nos tempos do Antigo Testamento que isso foi feito. Daí as ordenanças proibindo a troca de roupas entre os sexos, etc. Cada um dos sexos tem um espaço natural de trabalho e o intrometer-se no campo de trabalho do outro tende a remover as distinções criadas por Deus, e geralmente resultam em tristes consequências.

Em segundo lugar, a santidade do casamento está envolvida na ordenação Divina da criação. Deus colocou na raça uma atração natural entre os sexos. Mas essa atração natural envolve também uma relação moral. Não haveria nada moral originalmente, testemunha disso era a ausência de qualquer sentimento de vergonha. Originalmente, o natural era bom. Devemos ter o cuidado de distinguir este sentido do termo natural daquele muitas vezes dado a ele. Muitas vezes a transgressão do Sétimo Mandamento é tolerada sobre o fundamento de que transgredir assim é “natural”. Agora, é verdade que a transgressão do Sétimo Mandamento é particularmente “natural” desde a entrada do pecado, mas isso é porque o pecado fez com que o verdadeiro natural seja “natural” no sentido de pecaminosidade.

Por conseguinte, também encontramos em terceiro lugar que, a fim de obter uma ideia verdadeiramente bíblica da relação entre os sexos não devemos começar por admitir algo deste antinatural “natural” ser verdadeira e originalmente natural. Roma erra aqui. Todo o seu ascetismo, e em particular o seu celibato do clero, é baseado na suposição de que o natural original é mau até certo ponto. Portanto, aqueles que pretendem ser mais espirituais, devem abster-se do contato com o natural, tanto quanto possível. Assim, a posição de Roma não é meramente um retorno à dispensação do Antigo Testamento quando havia ordenanças peculiares no que diz respeito ao casamento, etc., para o sacerdócio. Pelo contrário, a posição de Roma é sim uma reintrodução do semi-paganismo. As ordenanças do Antigo Testamento não foram dadas na hipótese do mal inerente da matéria, mas na suposição de que o homem tinha corrompido o natural. Mesmo a elevação Católica Romana do casamento à posição de um sacramento não escapa da acusação de ter nascido de um princípio semi-pagão. Os sacramentos na igreja Cristã têm relação com ordenanças da redenção e não da criação. E embora seja verdade e importante que a redenção restaurou o verdadeiro significado do natural e, portanto, restaurou a santidade do casamento também, esta santidade não envolve, mas, antes, exclui a ideia de sacramento. É exatamente porque Roma não tem claramente insistido sobre a santidade original do matrimônio que posteriormente inclinou-se a fazer do matrimônio um sacramento.

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O Sexto Mandamento — Vida Humana, por Cornelius Van Til

 

Se nós não limitarmos o significado deste Mandamento por um falso literalismo, mas buscarmos compreender seu significado espiritual, podemos dizer que o que é ordenado é respeitar, preservar e desenvolver a vida humana. Matar, ou como diz o original, interromper a vida humana, nada é senão a forma mais extrema de um curso oposto àquele que respeita, preserva e desenvolve a vida humana. Podemos subdividir a discussão naquela que lida com o respeito, preservação e desenvolvimento do indivíduo, e naquela que trata com o respeito, a preservação e o desenvolvimento da sociedade, ou melhor, o que fala sobre nós mesmos e a que fala sobre nossos próximos.


A. A Que é Comandado Para o Eu

O mandamento refere-se à vida humana. Não é admissível lidar rudemente com a vida das plantas e especialmente animais. No entanto, as plantas e os animais são indicados para o uso do homem. Daí a sua vida deve ser tomada. Mesmo a vivissecção nem sempre precisa ser errada. Se isso for feito no interesse de aliviar o sofrimento do homem, pode ser desejável. Mas isso de passagem.

É mais importante notar que o Mandamento não tem limite quando aplicado à vida humana. É, por vezes, pensado que somos, no mínimo, os mestres de nossa própria vida, se não da de outros. Mas este não é exatamente o caso. Nós não temos mais direito de lidar com a nossa própria vida como queremos, do que temos de lidar com a vida dos outros como quisermos. A vida humana pertence a Deus. Ele é o seu criador. Quando alguém dispõe da vida humana de alguém, tal ato rouba a propriedade de Deus.

Além disso, tal ato roubaria a propriedade mais valiosa de Deus. Deus criou o homem à Sua imagem. Ele tem ricamente dotado o homem com capacidades para que renda louvor a Deus. Seja o que for que o mundo diga com relação ao valor do homem, é nada em comparação a simples declaração “criado à imagem de Deus”. É impossível vestir o homem com alguma dignidade superior. Aqueles que não defendem a criação deste universo por Deus, têm alternado na sua acusação contra a teologia ortodoxa, entre dizer que isso injustificavelmente eleva o homem a uma posição de privilégio, ou indevidamente o diminui à posição de um pecador sem valor. E, claramente, não é de admirar que o pensamento antiteísta seja tão inconsistente. Ele sempre embaralha metafísica e ética. Estamos falando aqui da metafísica principalmente. Sustentando que o homem é criado à imagem de Deus, o teísmo tem uma concepção mais elevada da dignidade inerente do homem do que antiteísmo jamais poderia ter.

Muitas vezes, é admitido, mesmo por aqueles avessos à doutrina da criação, que o Cristianismo introduziu a ideia do valor inerente da personalidade humana. Agora, na medida em que é verdade que o Cristianismo representa o valor da personalidade como tal, ele não introduziu, mas reintroduziu. Aqui, como em outros lugares, o Cristianismo tem sido restaurador de um teísmo original. A doutrina da criação é o próprio pressuposto da obra de Cristo. Ele veio para devolver ao homem a imagem de Deus em plenitude (Colossenses 3:10; Efésios 4:24).

Enquanto isso, devemos observar que até mesmo o pecado não apaga a imagem de Deus no homem inteiramente.[1] O homem permanece, mesmo como um pecador, portador da imagem de Deus no sentido mais amplo do termo. Por cauda disso permanece o fato de que o homem, sempre que o encontramos, é o portador da imagem de Deus que torna a vida humana por si sacrossanta.

É este fato que nos permite respeitar a vida humana em geral. É este fato que nos permite respeitar-nos. É este fato que faz do autorrespeito um direito humano. Devemos respeitar a nós mesmos, porque não somos de nós mesmos.

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