Textos

 

O Lugar da Leitura no Ministério Pastoral, por Donald R. Lindblad

 

[Carta Circular da ARBCA • 2007]

 

“Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos.” (2 Timóteo 4:13)

 

Queridos irmãos,

 

O assunto aprovado na Assembleia Geral da ARBCA do ano passado para a Carta Circular em 2007, foi: “O Lugar de Leitura no Ministério Pastoral”. De comum acordo as igrejas também me pediram para escrever a carta, e eu humildemente apresento os seguintes documentos para a vossa consideração e reflexão.

 

Enquanto o apóstolo Paulo escreve a sua segunda Epístola a Timóteo, ele o faz a partir do interior de uma prisão Romana, aguardando julgamento. Estas são algumas das últimas palavras que ele escreveu, ou pelo menos algumas das últimas que são inspiradas e incluídas no cânon das Escrituras. O tempo de sua partida está próximo (4:6). Sua vida cheia de graça e produtiva carreira ministerial estão chegando ao fim. Neste contexto, o poderoso apóstolo conclui que ele tem três necessidades atuais: companheirismo; um manto e material de leitura de livros e especialmente dos pergaminhos.

 

Os dois primeiros são óbvios e quase intuitivos. Paulo tem sido sistematicamente abandonado por uma série de antigos amigos e companheiros ministeriais. Outros perseguem o ministério em regiões distantes do Império Romano. Ele encontra-se, na maior parte do tempo, sozinho na prisão (somente Lucas está com ele) e se sente isolado. Bons amigos seriam um incentivo, então ele pede que Timóteo, seu filho na fé, e Marcos, agora, mais uma vez útil para o ministério, viessem até ele. O inverno se aproxima (v. 21), daí a necessidade de um manto quente para afastar o frio do inverno.

 

Mas, e sobre os livros e pergaminhos? Eles são necessários enquanto Paulo se aproxima de seu fim? Além disso, Paulo tem sido o destinatário da revelação especial. Assim, a maior parte do Novo Testamento é o registro permanente do anúncio da Nova Aliança de Deus com o Seu povo mediado através deste servo de Deus. Qual a importância dos livros e pergaminhos para Paulo? Bom, ele precisa tê-los, mesmo na prisão, no final dos seus dias. Mesmo um apóstolo quer ler livros!

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O Que Eu Penso Sobre a “Cultura do Estupro”, por William Teixeira

 

Recentemente divulgou-se que uma jovem de 16 anos foi estuprada por cerca de 30 homens, no Rio de Janeiro. Este triste e terrível crime tem sido amplamente noticiado na mídia brasileira e repercutido internacionalmente.

Mais que depressa, aproveitando a oportunidade, artistas, a grande mídia e muitos dos “sábios segundo o mundo” alarmaram, clamando: “Temos que combater essa cultura do estupro, e este inconsciente coletivo da cultura do patriarcado machista que vê a mulher como objeto, abusam dela, estupram, e ainda botam culpa em suas roupas curtas, comportamentos, etc.”.

Quando escuto discursos semelhantes a estes penso: quem são estes que fazem parte e promovem esta “cultura do estupro” e que acusam a jovem de ser a culpada de seu próprio estupro? A realidade dos fatos nos diz que até mesmo os outros traficantes “bonzinhos” da favela repudiaram tal ato brutal e impiedoso. Por favor, senhores e senhoras nos digam quais são os nomes das pessoas que estão acusando a jovem estuprada de ser a culpada da barbárie que sofreu?

É obvio que o estupro não é culpa da vítima. É obvio que a violência contra a mulher é algo real e grave, e que precisa ser tratado com toda seriedade e combatida com toda a força, por todos os meios possíveis e justos. Entretanto, culpar a “sociedade machista”, o “patriarcado” ou alegado “potencial para o estupro” que há em “todos os homens”, etc. pela violência praticada contra as mulheres e não objetivamente aqueles que cometem os atos criminosos, é algo que só faz sentido na cabeça egoísta de quem busca promover interesses próprios e escusos às custas da suposta luta contra a “cultura do estupro”...

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O Método da Graça, por George Whitefield

 

 

“E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz”. (Jeremias 6:14)


Assim como não há maior benção do que Deus dar a uma nação ou povo ministros fiéis, sinceros e retos, a maior maldição que Deus pode, eventualmente, dar a um povo neste mundo, são guias cegos, não-regenerados, carnais, mornos e incapazes. Assim, temos visto que em todas as épocas tem havido muitos lobos em pele de cordeiro que cobrem paredes com cal, e que profetizam coisas que Deus não ordenou. Como foi no passado, assim é hoje; há muitos que corrompem a Palavra de Deus e a aplicam enganosamente. Isto aconteceu de maneira especial no tempo do profeta Jeremias; e ele, fiel ao seu Senhor, o Deus que o chamou, não falhou em denunciá-los, dando testemunho desse Deus, em cujo nome falava. Se você ler sua profecia, descobrirá que ninguém falou mais contra tais ministros do que Jeremias, e especialmente no capítulo do qual o versículo acima foi retirado, ele fala severamente contra eles, acusa-os de vários crimes, particularmente de avareza: ele diz no versículo 13, “porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade”. E então, nas palavras do texto, de uma forma muito especial, ele exemplifica como tinham procedido falsamente, como eles se comportaram traiçoeiramente para com os pobres: diz "E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz”.

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Graça e Livre-Arbítrio, por Agostinho de Hipona (Prefácio e Caps. 1-4)

 

Graça e Livre-Arbítrio
Um tratado por Agostinho de Hipona

 

Um tratado endereçado a Valentino e aos monges de Adrumetum, e concluído em um só livro. Escrito em 426 ou 427 D.C.



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Prefácio

 

Neste tratado[1] Agostinho nos ensina a tomar cuidado em sustentar a graça pela negação da liberdade da vontade, ou a liberdade da vontade pela negação da graça; pois é evidente a partir do testemunho da Escritura que há no homem uma livre escolha da vontade; e também existem nas mesmas Escrituras provas inspiradas dadas daquela mesma graça de Deus, sem a qual nada podemos fazer de bom. Depois, em oposição aos Pelagianos[2], ele prova que a graça não é concedida de acordo com os nossos méritos[3]. Ele explica como a vida eterna, que é concedida para as boas obras, é realmente de graça. Então, passa a mostrar que a graça que nos é dada por nosso Senhor Jesus Cristo não é nem o conhecimento da lei, nem natureza, nem simplesmente a remissão dos pecados; mas que é a graça que nos faz cumprir a lei, e faz com que a natureza seja libertada do domínio do pecado.

 

Agostinho demole aquele subterfúgio vão dos Pelagianos, no sentido de que “a graça, embora não seja concedida de acordo com o mérito das boas obras, ainda é dada de acordo com o mérito da antecedente boa-vontade do homem que crê e ora”. O autor incidentalmente toca a questão, por que Deus ordena o que Ele mesmo pretende dar, e se Ele nos impõe quaisquer comandos que não somos capazes de realizar...

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