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Anciãos Bíblicos: Nomeação, Função, Características e Encorajamento, por Nehemiah Coxe

 

[Excerto de Anciãos e Diáconos Bíblicos, por Nehemiah Coxe]

“Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei” (Tito 1:5).


Agora prosseguirei para o próximo ponto que está diante de nós, ou seja, a nomeação de anciãos em cada cidade ou igreja, o que foi particularmente ordenado a Tito.

A. A Continuação dos Anciãos.

Bispos ou anciãos são oficiais comuns na igreja, de direito e designação Divinos, e devem ser ali continuados até o fim do mundo. Seu ofício é superior ao dos diáconos, ao passo de mais proximamente concernente ao benefício e edificação da igreja, como o cuidado e a conduta das almas dos homens transcendem os cuidados do homem exterior e suprimentos da vida temporal. Vimos algo sobre o cuidado que os apóstolos tinham como esta disposição na igreja, na introdução das palavras, como também o método que eles observaram no chamado e ordenação das pessoas para este serviço; isso era feito, como disse Clemente, συνευδοκησασης εκκλησιας πασης, por meio de toda a igreja dar o seu consentimento e aprovação¹. E por sua nomeação ocorria que quando os oficiais ordenados por eles morriam, outros homens aprovados deveriam suceder o seu lugar, a quem a administração das coisas sagradas na Casa de Deus era confiada, e por quem a instrução e governo da igreja deveria ser devidamente provida. Temos tanto a continuidade desses oficiais e a razão disso afirmadas: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4:11-13). Estas últimas palavras são manifestamente estendidas até a completude de todo o Corpo místico de Cristo, e, assim, ao período da dispensação da graça neste mundo, até que não haja uma igreja na Terra. E, embora alguns desses ofícios e dons mencionados no verso 11 agora tenham cessado, no entanto, é evidente que outros deles devem continuar até o fim, até que o propósito para que um ministério evangélico é designado seja perfeitamente cumprido.

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Nomeação, Função e Características de Diáconos Bíblicos, por Nehemiah Coxe

 

[Excerto de Anciãos e Diáconos Bíblicos, por Nehemiah Coxe]

 

“Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei” (Tito 1:5).

 

A Nomeação e Função de Diáconos

 

O primeiro exemplo que temos de estabelecimento de ordem em uma igreja Cristã pela ordenação de oficiais comuns das mesmas, é aquela nomeação de diáconos na igreja de Jerusalém em Atos 6.

 

E isso também eu considero ser incluído na comissão geral aqui dada a Tito, que ele deveria “pôr em boa ordem as coisas que ainda restam [faltam]”, pois parece que as igrejas primitivas tinham tanto bispos ou anciãos quanto diáconos ordenados nelas, quando levados àquele estabelecimento e ordem na qual deveriam continuar (Filipenses 1:1). E a necessidade de um tal ofício e oficiais na igreja, quando o número de seus membros é maior, aparecerá rapidamente, como ocorreu na igreja em Jerusalém, pois, “...crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos1 contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano” (Atos 6:1). Os helenistas aqui mencionados não eram gentios ou gregos por nacionalidade, mas tais dos judeus dispersos que, tendo a sua educação entre os gregos e falando a sua língua, eram chamados de helenistas, na distinção entre aqueles nascidos e criados na Judéia que falavam a comum linguagem judaica, que era então uma espécie de caldeu-siríaco e é chamada de Língua Hebraica (Atos 22:2) por causa de seu uso, então, comum entre os hebreus ou a descendência de Abraão na Judéia. Com relação a isso, Paulo afirma de si mesmo que ele era um “hebreu dos hebreus” (Filipenses 3:5).

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