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O Reino De Cristo Não É Deste Mundo No Tocante Às Suas Leis, por Abraham Booth

 

[Excerto de Um Ensaio sobre o Reino de Cristo, por Abraham Booth]

 

O reino de Cristo não é deste mundo, no que diz respeito às leis pelas quais ele é governado. Os reinos seculares estão sob a direção das leis humanas, que são frequentemente fracas, parciais e injustas, de leis que, quando persuadem imperfeitamente, estendem seu poder de obrigação a não mais do que ao comportamento exterior; pois seria vão e tolo em um soberano temporal, pensar em legislar os pensamentos ou desejos de qualquer súdito. As penalidades civis são a sanção das leis humanas, e força externa que lhes dá o seu poder. Não são assim as leis deste império santo. Pois, provenientes dAquele, em Quem estão todos os tesouros do conhecimento, elas devem ser completamente sábias; sendo autorizadas por Aquele que é inflexivelmente justo e extremamente gentil, elas não podem deixar de ser perfeitamente boas: sendo dadas por Aquele que sonda o coração e é o Senhor da consciência, sua obrigação estende-se ao desejo latente, e à concepção emergente. Controlando os pensamentos e ordenando a consciência, a sua sanção é inteiramente espiritual. Os motivos que estimulam a obediência a elas, são os sorrisos ou as carrancas dAquele que tem o nosso eterno tudo à Sua disposição.

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O Reino De Cristo Não É Como Os Domínios De Príncipes Seculares, Em Relação Aos Seus Limites E Sua Duração, por Abraham Booth

 

 [Excerto de Um Ensaio sobre o Reino de Cristo, por Abraham Booth]

 

As monarquias mais amplamente extensas da antiguidade eram confinadas a certas partes do globo habitável, e no curso de alguns séculos chegaram ao fim. O império de Jesus Cristo não é assim, pois, desta forma discorrem os oráculos proféticos sobre Ele e Seu reino: Dominará de mar a mar, e desde o rio até às extremidades da terra... E todos os reis se prostrarão perante ele; todas as nações o servirão. E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão. E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim¹. Sobre a expansão gradual e extensão universal deste reino, nosso Senhor fala na parábola do grão de mostarda; e naquele fermento, que permeia toda a massa de farinha. Este império santo redundará em glória final; e embora a presente forma de sua administração cessará, quando Deus será tudo em todos; ainda assim os seus súditos glorificados nunca morrerão, nunca serão desunidos, nem alguma vez removerão a sua lealdade de Jesus Cristo; tais são as fundações do Seu domínio, e tal a excelência de Seu governo, que cada um de Seus súditos reais dirá de coração: VIVA O REI! E que Ele reine até que ponha os Seus inimigos por escabelo de Seus pés².

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O Reino De Cristo Não É Deste Mundo No Que Se Refere Aos Súditos De Seu Justo Governo, por Abraham Booth

 

[Excerto de Um Ensaio sobre o Reino de Cristo, por Abraham Booth]

 

A maioria das pessoas em todos os países, nasceram súditos daqueles governos sob os quais viviam. Não mais cedo, por exemplo, fomos capazes de refletir sobre as nossas conexões civis, do que nós nos encontramos indivíduos nascidos livres da coroa britânica, e assim é comumente nas soberanias dos príncipes seculares. O domínio deles, sendo confinado ao exterior da conduta humana, e não atingindo o coração; nascimento natural e circunstâncias locais caracterizam e constituem os sujeitos deste estado, coloca-os sob a proteção da lei, e os reveste com os direitos civis. Tais sujeitos são perfeitamente adequados para os reinos deste mundo, e ao caráter de seus soberanos. Pois, considerados como homens, reis e súditos estão em um mesmo nível; e, como distinguidos por características políticas, as suas obrigações são mútuas: fidelidade por um lado e proteção por outro. Além disso, reinos temporais relacionam-se ao mundo atual. Os deveres recíprocos de soberanos e de súditos, como tais, consideram a felicidade da sociedade civil, e daqueles apenas. Visto que uma investidura com soberania política não constitui um senhor da consciência, ela não dá nenhuma pretensão de autoridade nas coisas espirituais, mas é totalmente confinada às preocupações deste mundo. É, na verdade, o dever indispensável de príncipes seculares, e do seu povo, amar e adorar a Deus. No entanto, essa obrigação não decorre de qualquer relação política subsistindo entre eles, mas a partir de sua condição de criaturas racionais. É também a sua felicidade o serem súditos de Jesus Cristo; mas esta felicidade não resulta de qualquer coisa menos do que a misericórdia Divina exercida sobre eles, como criaturas depravadas e culpadas.

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O Reino de Cristo, Seus Privilégios, Riquezas e Honras, por Abraham Booth

 

 [Excerto de Um Ensaio sobre o Reino de Cristo, por Abraham Booth]

 

 “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo” (João 18:36).

 

Riqueza, títulos e autoridade são frequentemente conferidos pelos príncipes seculares; mas estes são todas coisas exteriores. Uma patente de nobreza ou um ofício lucrativo, não dão sabedoria para a mente, não há paz para a consciência, nenhuma santidade para o coração. O possuidor, apesar de seu título rentável e esplendor abundante, pode ser um tolo, um desgraçado e uma vergonha para a espécie humana. As maiores honras e os maiores emolumentos que os súditos de um reino terreno podem desfrutar, todos eles, são insatisfatórios; e, portanto, os primeiros favoritos dos príncipes temporais são, por vezes, os mais infelizes. Disso, nós temos um exemplo notável em Hamã, o principal favorito de Assuero. Grandes privilégios e honras exaltadas são fruídos, comparativamente, por pouquíssimos súditos de qualquer monarca temporal, a natureza da questão, evita com que elas se tornem generalizadas entre os habitantes de qualquer país. Ducados, marquesados e concessões da coroa, são apenas raramente concedidos, conforme a constância da fidelidade de seus súditos. Além disso, esses favores ilustres são de curta duração e bastante incertos.

 

Ao passo que os privilégios, emolumentos e honras do reino de nosso Senhor são todos eles espirituais e interiores. Eles são adequados para o estado de uma mente iluminada, para os sentimentos de uma consciência despertada e para os desejos de um coração renovado.

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O Explendor do Reino de Cristo Não É Exterior, por Abraham Booth

 

 [Excerto de Um Ensaio sobre o Reino de Cristo, por Abraham Booth]

 

A grandiosidade de um reino temporal consiste principalmente do número e da afluência de sua nobreza, os títulos e aparência pomposa de seus vários magistrados, o estado florescente de seus negócios e comércio, a riqueza de seus proprietários de terras, e a elegância de seus edifícios públicos. Magníficos palácios e vestes reais são bastante compatíveis para príncipes seculares. Insígnias de honra, aparatos esplêndidos e mansões imponentes são adequados aos nobres; enquanto um tipo mais solene de pompa exterior é muito próprio aos ministros da justiça pública. Estas, e semelhantes coisas, dão um ar de dignidade e de importância às soberanias políticas, mas elas são todas estranhas ao reino de Cristo, a glória deste é inteiramente espiritual.
 

A Igreja Cristã é digna e adornada, por ser o depositário da verdade Divina em sua forma não adulterada, e por executar os apontamentos Divinos em sua pureza primitiva; por possuir as belezas da santidade, e por desfrutar da presença de Deus. Essa é a verdadeira glória do reino de nosso Senhor, o que a torna incomparavelmente superior a qualquer monarquia temporal.

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