Textos

 

O Espírito Santo e a Única Igreja, por C. H. Spurgeon

 

(Sermão Nº 167)
 

Pregado na manhã de Sabath, 13 de dezembro de 1857. Por C. H. Spurgeon. No Music Hall, Royal Surrey Gardens.
 

“Estes são os que a si mesmos se separam, sensuais, que não têm o Espírito.” (Judas 1:19)
 

QUANDO um fazendeiro vem a debulhar o seu trigo e deixá-lo pronto para o mercado, há duas coisas que ele deseja — que possa haver muito disso, do tipo certo — e que quando ele o leve para o mercado, ele seja capaz de transportar uma amostra pura para lá. Ele não olha apenas a quantidade, pois o que tem a palha com o trigo? Ele prefere ter um pouco de tipo puro do que ter uma enorme pilha contendo uma grande quantidade de palha, porém pouco do milho precioso. Por outro lado, ele não joeiraria assim o seu trigo de forma a afastar qualquer um dos bons grãos e assim fazer a quantidade inferior ao que precisa ser. Ele quer ter, tanto quanto possível, a menor perda possível no joeirar e ainda tê-lo tão bem peneirado quanto possa ser. Agora, isso é o que eu desejo para a Igreja de Cristo e o que todo Cristão desejará. Desejamos que a Igreja de Cristo seja tão grande quanto possível. Deus não permita que por qualquer uma de nossas peneirações lancemos fora um dos preciosos filhos de Sião! Quando acentuadamente repreendemos, estamos ansiosos para que a repreensão não caia onde ela não é necessária e machuque e fira os sentimentos de qualquer um a quem Deus escolheu. Mas, por outro lado, nós não temos nenhum desejo de ver a Igreja multiplicada em detrimento da sua pureza! Não queremos ter uma caridade tão grande que tome a palha assim como de trigo. Queremos apenas ser caridosos o suficiente para usar o ventilador cuidadosamente para purgar o chão de Deus — mas ainda caridosos o suficiente para pegar o mais murcho trigo, preservá-lo para a causa do Mestre, que é o Fazendeiro. Eu confio, ao pregar esta manhã, que Deus possa me ajudar a discernir entre o precioso e o vil. E para que eu não possa dizer algo não caridoso que aparte qualquer do povo de Deus de ser parte de Sua Igreja verdadeira, viva e visível. E, no entanto, ao mesmo tempo eu oro para que eu não possa falar tão vagamente e assim, sem a direção de Deus, como para abraçar qualquer um nos braços da afeição Cristã a quem o Senhor não recebeu na Aliança Eterna do Seu amor!

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Andai em Espírito, por John Gill

 

[Excerto do Comentário da Epístola aos Gálatas • Exposição do Capítulo 5, versos de 16 a 26]
 

“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros” (Gálatas 5:16-26).
 

Verso 16
 

Digo, porém: Andai em Espírito; o conselho que o apóstolo acha apropriado, e que ele teria observado, é “andar no Espírito”, ou seja, perante o Espírito de Deus; fazendo da palavra inspirada por Ele a regra de comportamento, a qual é o padrão da fé, e também de prática, e que é a lâmpada para nossos pés, e luz para nossos caminhos; tendo o próprio Deus como guia, que não apenas guia em toda verdade, mas no caminho da santidade e justiça na terra da retidão; e dependendo de Sua graça e força para dá-los assistência ao longo de toda nossa caminhada e conversação: ou no exercício das graças do Espírito de Deus; como no exercício da fé na Pessoa e graça de Cristo, do qual o Espírito é o autor; e em amor a Deus, Cristo, e uns para com os outros, que é o fruto do Espírito; e em submissão, humildade de espírito, mansidão e condescendência; tudo isso é andar no Espírito, ou espiritualmente, e fortalece o argumento do apóstolo acerca do amor: ele encoraja-os nessas coisas ao observar,

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