Textos

 
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O Homem Nascido de Mulher, por R. M. M’Cheyne

 

“O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação. Sai como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece.” (Jó 14:1-2)


Há três coisas que nos sãos ensinadas nestas palavras.

1. A beleza do homem: “Sai como a flor” (v. 2). Há algo bonito sobre o homem. Ele foi feito, inicialmente, segundo a imagem de Deus; e embora o pecado tenha arruinado e desfigurado essa imagem, ainda existem os vestígios visíveis da obra de Deus no homem. Seu corpo foi assombrosa e maravilhosamente formado; e a alma, embora totalmente adversa a Deus por natureza, é ainda uma peça de prata perdida.

2. Ele tem curta duração: “é de poucos dias... sai como uma flor”. Quando Faraó perguntou a Jacó quantos anos tinha, embora tivesse 130 anos de idade, ele disse: “poucos e maus têm sido os dias dos anos da minha vida inteira”, poucos, em comparação com a vida de outros homens. Alguns dos patriarcas viveram novecentos anos; Matusalém, novecentos e sessenta e nove. Como poucos são os nossos dias, em comparação com estes! Poucos, comparados à eternidade; poucos, quando pensamos no trabalho a ser feito.

3. Farto de inquietação. Se os seus dias fossem todos cheios de alegria, não seria um caso tão triste, mas eles estão cheios de angústia; e aqueles que são mais ansiosos pelo prazer mundano, geralmente têm profundos problemas. Problemas do corpo, da mente e de finanças vêm sobre as costas de cada um como uma onda após outra onda.

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Nas Tuas Mãos Entrego o Meu Espírito, por R. M. M’Cheyne

 

Nas tuas mãos encomendo o meu espírito:  tu me redimiste, Senhor Deus da verdade. (Salmos 31:5)


Há algo estranhamente doce nestas palavras, porque são as palavras usadas pelo Senhor Jesus em Sua agonia. Por seis longas horas Ele ficou pendurado naquele maldito madeiro, levando os pecados de muitos. Não há homem que possa imaginar o peso que Ele suportou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46). O vinagre misturado com fel era amargo, mas nem se assemelha ao cálice da ira; a dor de Seu corpo mutilado foi terrível, mas nem se compara à agonia intensa da espada da justiça que Lhe traspassava. Este foi o Seu último clamor: “Pai, nas tuas mãos encomendo o meu espírito”; e, inclinando a cabeça, rendeu o espírito. É doce a um sofredor aflito usar as mesmas palavras que Jesus. É doce usar as palavras de um amigo que partiu. Nós os guardamos como tesouro em nossa memória e os embalsamamos em nossos corações. Mas qual amigo é como Jesus, cujas palavras foram todas de graça?

É doce a um pecador convicto e abatido tomar para si as palavras de Jesus nos Salmos: “Porque males sem número me têm rodeado, as minhas iniquidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima” (Salmos 40:12). É doce a uma alma crente assumir as Suas palavras em Isaías: “Perto está o que me justifica, quem contenderá comigo?” (Isaías 50:8).

E é ainda doce para um pobre aflito, afogado em remorso assumir essas doces palavras: “Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: tu me redimiste, Senhor Deus da verdade”.

Observe três coisas:

1. Quem fala: um tentado, uma alma aflita. Assim era Davi: “Tira-me da rede” (Salmos 31:4). Satanás e o mundo haviam lançado uma rede ao redor de sua alma. Laço pós laço, como malhas de uma rede, o envolveram. Ele se sentiu desamparado: “Estou esquecido no coração deles, como um morto; sou como um vaso quebrado” (Salmos 31:12). Para nenhum outro lugar ele pode ir, senão a seu Deus redentor: “Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: tu me redimiste, Senhor Deus da verdade”...

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Um Filho Honra o Seu Pai, por R. M. M’Cheyne

 

“O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?” (Malaquias 1:6)


A primeira convicção que é essencial para a conversão da alma, é a convicção do pecado; não aquela convicção comum de que todos os homens são pecadores, mas a convicção pessoal de que eu sou um pecador arruinado; não a convicção geral de que outros homens devem ser perdoados ou perecer, mas a convicção pessoal de que, eu, devo ser perdoado ou perecer. A partir daí, não há barreira maior no caminho desta verdade que está sendo impressa na alma, como a consciência particular de que possuímos muitas virtudes. Nós não conseguimos ser levados a crer que a imagem de Deus foi tão profundamente apagada de nossas almas como a Bíblia nos diz, quando reparamos dentro de nós mesmos e vemos expostas em outros, o que poderiam ser chamadas de virtudes ''quase'' Divinas. Os heróis dos quais temos lido na história, com o seu amor por seu povo, indiferença diante da morte e sua lealdade e fidelidade em suas amizades, parecem levantar-se diante de nós para pleitear a causa de uma humanidade ferida. E o que é mais perturbador nisto, é achar que a nossa prática diária benigna de hospitalidade, que as torrentes de generosidade sem limite e a compaixão que chora porque outro chora; todas estas coisas estando em harmonia com homens que não se importam com Cristo e sua salvação, parecem levantar uma barreira intransponível contra a verdade de que o homem é concebido em pecado e formado na iniquidade. Quando entramos em uma casa, e vemos todos os irmãos e irmãs desfazendo-se em lágrimas ao ver as agonias de uma irmã ao morrer; ou quando, vemos a ternura em afeto da mãe para com a criança doente em seu seio; a alegre obediência dos filhos, prestada ao sábio pai; ou em uma família, onde o servo administra com tal integridade e minunciosamente cuida dos assuntos de seu mestre terreno, ficamos prontos a questionar: de fato será este um mundo de pecado? É possível que a ira de Deus possa estar guardada para um mundo assim? Será admitido frequentemente, que sim, existem alguns homens absolutamente desprezíveis e incorrigíveis, tão perdidos em seus caminhos desesperadamente maldosos, que nada mais é esperado para eles, senão, uma eternidade de sofrimento. Há um grupo de dissolutos, entretanto, à parte de Deus, e que zomba do seu nome e da religião. Há ateus, que negam abertamente sua própria existência; infiéis, que abertamente negam que Cristo veio em carne. Há assassinos de sangue frio e piores do que assassinos, que são vistos por todos como uma desgraça para o nome do homem. Para estes, poucos se atrevem a fazer defesa ou dá-los isenção da vingança terrível que aguarda os ímpios. Para que, assim, haja alguma consistência nas palavras de julgamento: “O abominável, os homicidas, os impuros, os feiticeiros, os idólatras e todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre”. Contudo, dizer, que à criança obediente, e ao servo fiel, à mãe afetuosa, ao próximo generoso e prestativo, ou ao homem de inteligência e sentimento bom, que todos eles deveriam, eternamente, estar juntos na porção de destruição daqueles, e lançados às mesmas chamas eternas, simplesmente porque eles não creem em Jesus: esta é a pedra de tropeço em que milhares tropeçam e caem, para sua perda inevitável.

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Levanta-te, Resplandece, por R. M. M'Cheyne

 

“Levanta-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do SENHOR vai nascendo sobre ti; porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti. E os gentios caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu.” (Isaías 60:1-3)
 

Estas palavras ainda hão de se cumprir em Jerusalém. Há muito vem sido pisada pelos gentios, seus muros estão desolados, seu templo queimado e a Mesquita de Omar foi erguida em cruel zombaria. Os caminhos de Sião pranteiam; porque não há quem venha à solene festa. Nenhum raio de sol se derrama sobre a sombra escura de Judá; nenhuma estrela de Belém brilha no Céu. Mas outro dia está próximo. O tempo está chegando quando uma voz será ouvida, dizendo à Jerusalém: “Levanta-te, resplandece, por que vem tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti”.
 

Observe:
 

1. Deve ser um momento em que o mundo está em trevas; “Porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos”. A Bíblia inteira é testemunha de que o momento em que o judeu será iluminado, será um momento em que o mundo estará em trevas e sem luz alguma. Paulo diz claramente que o mundo estará morto, uma grande massa de mortos, quando Deus dará a vida aos judeus: “Se a rejeição deles foi a reconciliação do mundo, não seria a sua admissão senão a vida dentre os mortos?”.
 

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Um Filho Honra o Seu Pai, por Robert M. M'Cheyne

 

“O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?” (Malaquias 1:6)

 

A primeira convicção que é essencial para a conversão da alma, é a convicção do pecado; não aquela convicção comum de que todos os homens são pecadores, mas a convicção pessoal de que eu sou um pecador arruinado; não a convicção geral de que outros homens devem ser perdoados ou perecer, mas a convicção pessoal de que, eu, devo ser perdoado ou perecer. A partir daí, não há barreira maior no caminho desta verdade que está sendo impressa na alma, como a consciência particular de que possuímos muitas virtudes. Nós não conseguimos ser levados a crer que a imagem de Deus foi tão profundamente apagada de nossas almas como a Bíblia nos diz, quando reparamos dentro de nós mesmos e vemos expostas em outros, o que poderiam ser chamadas de virtudes ''quase'' Divinas. Os heróis dos quais temos lido na história, com o seu amor por seu povo, indiferença diante da morte e sua lealdade e fidelidade em suas amizades, parecem levantar-se diante de nós para pleitear a causa de uma humanidade ferida. E o que é mais perturbador nisto, é achar que a nossa prática diária benigna de hospitalidade, que as torrentes de generosidade sem limite e a compaixão que chora porque outro chora; todas estas coisas estando em harmonia com homens que não se importam com Cristo e sua salvação, parecem levantar uma barreira intransponível contra a verdade de que o homem é concebido em pecado e formado na iniquidade. Quando entramos em uma casa, e vemos todos os irmãos e irmãs desfazendo-se em lágrimas ao ver as agonias de uma irmã ao morrer; ou quando, vemos a ternura em afeto da mãe para com a criança doente em seu seio; a alegre obediência dos filhos, prestada ao sábio pai; ou em uma família, onde o servo administra com tal integridade e minunciosamente cuida dos assuntos de seu mestre terreno, ficamos prontos a questionar: de fato será este um mundo de pecado? É possível que a ira de Deus possa estar guardada para um mundo assim? 

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