Textos

 

A Mensagem de Spurgeon Sobre o Sacrifício Expiatório de Cristo, por Thomas Nettles

 

“Estou convicto de que difamamos a Cristo quando pensamos que estamos atraindo as pessoas por alguma outra coisa que não seja a pregação de Cristo crucificado. Sabemos que a maior concentração de pessoas em Londres foi reunida durante estes 30 anos graças a nada mais do que a pregação de Cristo crucificado. Onde está a nossa música? Onde está a nossa oratória? Onde está a arquitetura atraente, ou a beleza do ritual? ‘Um serviço nu’, eles o chamam. Sim, mas Cristo compensa todas as deficiências”.1

O Senhor Jesus Cristo em Sua cruz de redenção era o centro, circunferência, e somatório do ministério de pregação de Charles Haddon Spurgeon. Seus temas se repetiam contínua e incansavelmente, mas sempre com um frescor de poder e paixão que poderia impactar seus ouvintes e colocá-los na congregação da Galácia, perante os olhos de quem Cristo foi claramente retratado como crucificado. Spurgeon foi uma catarata, uma avalanche, uma inundação Mississippiana em sua ênfase implacável sobre a morte por crucificação do Senhor Jesus Cristo. A Redenção é o “coração do evangelho” e a “essência da redenção é a expiação substitutiva de Cristo”2. É tanto o coração quanto a “pedra angular do Evangelho”. Ao anunciá-la como seu tema, com algum espanto ele se perguntaria muitas vezes: “Quantas vezes vou conseguir, eu me pergunto? A doutrina de Cristo crucificado está sempre comigo”.3

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Gloriando-se na Cruz de Cristo, por Robert Murray M'Cheyne

 

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” (Gálatas 6:14)

 

Doutrina: Gloriando-se na cruz.

 

I. O assunto aqui falado por Paulo e á a cruz de Cristo. Essa palavra é usada em três sentidos diferentes na Bíblia. É importante distingui-los:

 

1. Ela é usada para significar a cruz de madeira, o madeiro sobre o qual o Senhor Jesus foi crucificado. A punição da cruz foi uma invenção Romana. Era usada apenas no caso de escravos, ou malfeitores mui notórios. A cruz era feita de duas vigas de madeira que se cruzavam. Ela era colocada no chão e o criminoso, estendido sobre ela. Um cravo era pregado em cada mão, e outros dois em ambos os pés. Em seguida, a cruz era levantada na posição vertical, e deixada cair em um buraco, em que era presa. O homem crucificado era então era deixado para morrer, pendurado por suas mãos e pés. Esta foi a morte a que Jesus se rebaixou. “Ele suportou a cruz, desprezando sua ignomínia”. “Tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Mateus 27:40, 42; Marcos 15:30, 32; Lucas 23:26; João 19:17, 19, 25, 31; Efésios 2:16).

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Getsêmani, por C. H. Spurgeon

 

Getsêmani, Sermão Nº 493, pregado numa manhã de Domingo, 8 de fevereiro de 1863. Por C. H. Spurgeon, no Tabernáculo Metropolitano, Newington.

 

“E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.” (Lucas 22:44)

 

Poucos foram feitos participantes das aflições do Getsêmani. A maioria dos discípulos não estava lá. Eles não eram suficientemente maduros na graça para serem capazes de contemplar os mistérios “da agonia”. Ocupados com a festa de Páscoa em suas casas, eles representavam os muitos que viviam sob a Lei, mas eram meros bebês e lactantes no que se refere ao espírito do Evangelho. Os muros do Getsêmani apropriadamente tipificam esta fraqueza na graça que efetivamente esconde da contemplação dos crentes simples as profundas maravilhas da comunhão. A doze, ou melhor, a onze discípulos foi concedido o privilégio de entrar no Getsêmani e contemplar esta grandiosa visão. Dos onze, oito foram deixados a certa distância; eles tinham comunhão, mas não aquele tipo de intimidade a que são admitidos os homens grandemente amados. Apenas três altamente favorecidos, que tiveram com Ele no monte da transfiguração, e testemunharam o milagre da ressurreição na casa de Jairo; apenas estes três puderam aproximar-se do véu de Sua misteriosa angústia, porém neste véu mesmo estes não deveriam adentrar; uma distância de um tiro de pedra deveria estar entre eles. Ele deveria pisar o lagar sozinho, e do povo ninguém deveria estar com Ele. Pedro e os dois filhos de Zebedeu, representam os poucos santos eminentes, experimentados, instruídos na graça, que podem ser descritos como “Pais” estes que fizeram negócios em muitas águas, podem em algum grau, mensurar a enorme onda atlântica da paixão do seu Redentor; havendo passado muito tempo sozinhos com Ele, eles podem ler Seu coração bem melhor do que aqueles que meramente O viram em meio à multidão.
 

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A Agonia de Cristo, por Jonathan Edwards

 

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.” (Lucas 22:44)

 

Nosso Senhor Jesus Cristo, em Sua natureza original, era infinitamente acima de todo o sofrimento, pois Ele era “Deus sobre todos, bendito eternamente”; mas, quando Ele se tornou homem, Ele não foi somente capaz de sofrer, mas participou dessa natureza que é extremamente débil e exposta ao sofrimento. A natureza humana, por causa de sua fraqueza, é nas Escrituras comparada com a erva do campo, que facilmente murcha e se deteriora. Assim, é comparada com uma folha; e ao restolho seco; e uma rajada de vento, e da natureza do homem fraco é dito ser pó e cinza, por ter o Seu fundamento em pó, e por ser esmagada pela traça. Foi esta natureza, com toda a Sua fraqueza e exposição aos sofrimentos, que Cristo, que é o Senhor Deus onipotente, tomou sobre Si. Ele não tomou a natureza humana para Ele em seu primeiro, mais perfeito e vigoroso estado, mas nesse estado desesperadamente fraco em que ela está desde a queda; e, assim, Cristo é chamado de “renovo”, e “a raiz de uma terra seca”, Isaías 53:2: “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”. Desta forma, como a principal missão de Cristo no mundo foi sofrer, assim, agradavelmente a essa incumbência, Ele veio com tal natureza e, em tais circunstâncias, como mais feitas para abrir caminho para o Seu sofrimento; por isso toda a Sua vida foi repleta de sofrimento; Ele começou a sofrer em Sua infância, mas Seu sofrimento aumentou à medida que Ele se aproximava do fim de Sua vida. Seu sofrimento após o início de Seu ministério público foi provavelmente muito maior do que antes; e a última parte do tempo de Seu ministério público parece ter sido distinguido pelo sofrimento.

 

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